César AugustoSotaque italianoMaria Aparecida Stanley, o consultor técnico Giovanni Tosi, Remo Veronesi e Alex Canziani, ontem em Londrina: primeiro contato com produtores da região O Programa Paraná Europa e a Companhia de Desenvolvimento de Londrina devem assinar até o final deste ano um convênio com consórcios de artesanatos alimentar da Itália para importação de tecnologia e produção de alimentos na região. A idéia é fabricar produtos com um selo de qualidade de Londrina para exportar para outros países, principalmente os que compõem o Mercosul.
O pontapé para impulsionar o ‘‘artesanato alimentar’’ na região foi dado no mês passado em Módena, na Itália, pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Alex Canziani, que assinou um documento priorizando as ações para implantação do projeto na região. Em Módena, existem 1,3 milhão de artesãos, que faturam anualmente cerca de US$ 800 mil dólares cada, segundo o presidente do Programa Paraná Europa, Remo Veronesi. Em Londrina, 47 produtores de alimentos como embutidos, doces, pães, batatas, entre outros, são filiados à Associação do Desenvolvimento da Indústria Informal (Adiil), que vai participar do projeto, informa a presidente Maria Aparecida Stanley.
O consultor técnico italiano Giovanni Tosi veio a Londrina para conhecer de perto os produtos fabricados na região. Ontem, ele se reuniu com produtores na Codel e hoje visita artesãos em Guaravera. Nesta semana também irá a Warta. Tosi, que fica em Londrina até o final do mês, veio de Módena para prestar assessoria aos produtores que já trabalham com artesanato alimentar na região. Segundo Remo, o levantamento dos produtos fabricados na região faz parte da primeira fase do projeto. ‘‘Temos que escolher os tipos de produtos a serem priorizados, trazer a tecnologia italiana, implantar laboratórios, entre eles o de química alimentar, e saber qual o mercado a ser trabalhado’’, disse. ‘‘Este projeto nasce para desafiar a globalização já que pretende que os artesões de Londrina consigam exportar seus produtos’’. A formalização do programa deve acontecer até o final do ano, quando o prefeito Antonio Belinati deve viajar a Itália para assinar o acordo.

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