Intercâmbio aproxima grandes blocos
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segunda-feira, 04 de maio de 1998
Mônica Kaseker 
Portugal pode ser a porta de entrada de empresários brasileiros no Mercado Comum Europeu e os empresários portugueses esperam o mesmo do Brasil, especialmente do Paraná, em relação ao Mercosul. A integração comercial está sendo discutida em Curitiba numa rodada de negócios realizada pelo Serviço de Apoio à Pequena Empresa (Sebrae) até amanhã.
Empresários paranaenses já estiveram visitando empresas da região da cidade do Porto, em Portugal, e agora é a vez deles receberem uma missão de 19 colegas portugueses. As rodadas de negócios começaram ontem e devem ser concluídas hoje à tarde. Para amanhã está programada uma série de visitas a empresas paranaenses.
Segundo o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae do Paraná, Rubens Brustolin, este é um momento excelente para a pequena e a média empresa terem contato com empresas que estão inseridas no Mercado Comum Europeu, com custo zero. Brustolin lembrou ainda que a língua é um facilitador da integração comercial entre portugueses e paranaenses.
O vice-presidente da Associação Industrial Portuense, José Manuel Fernandes, disse que Portugal começou a abertura comercial e a internacionalização há apenas dois anos. No Mercosul, os negócios portugueses começaram especialmente pelo Sul do Brasil. O Paraná é uma área estratégica nova e importante para Portugal, pelo seu desenvolvimento social e crescimento econômico, avaliou.
A partir da integração comercial entre pequenas e médias empresas, Portugal espera que o Paraná se torne um trampolim para investimentos de médio e grande porte com o Mercosul. O mercado latino-americano exerce atração sobre os investidores portugueses.
As 19 empresas representadas pela comitiva atuam nos setores de confecções, alimentos, montagens industriais, componentes eletroeletrônicos, construção civil, lojas de departamentos, revestimentos cerâmicos, autopeças, móveis, embalagens e produtos farmacêuticos. Na abertura do encontro, representantes da cidade do Porto e do Paraná apresentaram as características econômicas de cada região.
Depois da estagnação econômica verificada entre 1974 e 1985, por causa da ditadura, a partir de 1986 o PIB português registrou crescimento de 4% ao ano. Com o aumento da demanda interna por produtos e serviços, as importações cresceram, ultrapassando o volume de exportações e gerando um déficit.
Foi então que o País procurou modernizar a economia e promover a abertura de mercado, se inserindo na globalização econômica. Os portugueses comemoram a redução na taxa de desemprego em seu país de 8% em 1986 para menos de 5% em 1990.
A política portuguesa se tornou mais equilibrada a partir de 1994, com o ajuste das contas públicas. Em 1997, a taxa de inflação foi de aproximadamente 2,5%.


