A ConstruHaba foi aberta em abril do ano passado. O contrato social está em nome de Marli Izabel da Silva, mas de acordo com a advogada da empresa, Michelle Cristina Bazo, Flávio Humberto Militão tem uma procuração para administrá-la, e Marli não tem gerencia sobre construtora.
A advogada explicou que foi contratada esta semana para resolver as questões jurídicas. Ela afirmou que está fazendo uma auditoria para saber a situação de cada funcionário e de cada contrato. "Estamos com 70 contratos em mãos, alguns foram concluídos, outros estão pela metade e alguns nem começaram. Estamos fazendo um levantamento e pretendemos concluir até domingo", disse.
Bazo está agendando uma conversa com os clientes a partir da semana que vem para discutir a situação de todos. Segundo Michelle, o empresário não está em Londrina. Ele teria recebido ameaças de morte e a sede da empresa foi depredada. "Ele viajou para tentar recursos para sanar essa situação", afirmou a advogada.
De acordo com ela, o empresário explicou que o problema da empresa foi causado por uma desorganização financeira, que se agravou no final do ano. "Ele nos disse que trabalhava com o dinheiro dos próprios clientes, que não tinha capital de giro. A intenção nunca foi dar um golpe. Foi sim uma desorganização financeira." A advogada afirmou que será feita a rescisão dos funcionários.

CASO IGUAÇU
Em 2014, a construtora Iguaçu do Brasil foi acusada de fraude na construção de condomínios e casas, e na compra de terrenos. O caso foi investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O prejuízo teria sido de R$ 77 milhões.
De acordo com o advogado do Sintracom, Jorge Custódio Ferreira, a Justiça autorizou a venda de um imóvel em Jandaia do Sul (Norte), avaliado em R$ 800 mil. "Esse dinheiro foi para pagamento dos trabalhadores", explicou Ferreira. (A.M.P.)

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