Intenção de reajustes de preços é menor
Rio de Janeiro - O porcentual de indústrias que manifestaram intenção de reajustes de preços caiu para 42% na sondagem conjuntural da FGV relativa ao trimestre abril-junho, ante 47% em janeiro, quando foram coletadas projeções para o primeiro trimestre. Campelo disse que a redução nas intenções de reajustes mostra que ''a indústria está tendo muita dificuldade de repassar os aumentos de custos''. Ainda que o porcentual permaneça elevado, alguns setores estão claramente recuando na perspectiva de reajustes, como o de bens de consumo.
De acordo com a sondagem, em outubro 24% das indústrias do setor de bens de consumo planejavam reajustes no trimestre seguinte; em janeiro, o grupo com essa intenção disparou para 53%; em abril, despencou novamente, para 25%. No caso da indústria de transformação em geral, o porcentual caiu, mas manteve-se elevado, nos já citados 42%, ante 23% em outubro e 47% em janeiro.
O único aumento nas intenções de reajustes ocorreu em bens de capital (18% em outubro, 40% em janeiro e 47% em abril), enquanto houve ligeira redução no setor de intermediários (16% em outubro, 52% em janeiro e 51% em abril). Segundo Campelo, ''as indústrias de bens de consumo não estão vendo como repassar os aumentos de custos e isso deve levar à redução de margens''.
Nessa prévia, foram pesquisadas 608 empresas, que faturam R$ 138,6 bilhões, ante cerca de 1.300 entrevistadas na sondagem completa. Campelo adiantou que as principais pressões por reajustes estão ocorrendo em celulose e papel, metalurgia e indústria farmacêutica. As quedas de intenção de aumentos de preços estão concentradas em têxteis, vestuário, calçados e material de transporte.





