São Paulo - Nos anos 70, o cantor e compositor Paulinho da Viola afirmava que ''dinheiro na mão é vendaval'', na canção ''Pecado Capital''. Algumas décadas depois, a consultora financeira Elaine Toledo garante que ''dinheiro não é bênção, nem perdição, mas um elemento de troca movido pela emoção''. A rima não é proposital, porém ressalta um fato que deixa, segundo ela, cerca de 50% da população paulista - endividada - de cabelo em pé.
Não é possível avaliar os sentimentos de mais de seis milhões de paulistanos a fim de descobrir se realmente compram por impulso, mas é fácil concluir que grande parte das pessoas vive um relacionamento de amor e ódio com o dinheiro. ''Não me dou bem com as finanças. Acho que não sei administrar o que entra na minha conta corrente'', revela o estudante de publicidade José Freitas, de 23 anos.
Assim como o jovem Freitas, milhares de adolescentes não lidam bem com o dinheiro. Alguns demonstram essa falta de aptidão pela ausência de estrutura familiar, outros por desleixo. ''A geração dos anos 50 não teve educação financeira. Quem já errou, sabe educar melhor os filhos. Ao ensiná-los, automaticamente mudam essa cultura. É nessa hora que acontece a transformação de uma geração'', explica Elaine.
Para auxiliar pais e adolescentes, a consultora desenvolveu a palestra ''Inteligência Financeira'' para jovens, que ensina a garotada a lidar com as emoções e as finanças, conscientiza sobre hábitos que geram realização e prosperidade, além de explicar didaticamente métodos de organizar a vida financeira de uma forma mais simples.
Hoje, um dos maiores problemas que afundam a conta bancária de qualquer jovem é o cartão de crédito. ''Essa foi a maior invenção do século, pois permite que compremos coisas desnecessárias com o dinheiro que não temos'', avisa a consultora. Nos EUA, por exemplo, a febre do dinheiro de plástico mexeu tanto no bolso dos norte-americanos, que fez com que o número de endividados fosse dez vezes maior do que o dos brasileiros.
Por que as pessoas vivem correndo atrás do dinheiro? Para a especialista, a resposta é simples: todo mundo gasta mais do que ganha. ''Não adianta culpar o governo, o chefe que não aumenta o salário e juros do cheque especial. Quem faz a escolha de troca do dinheiro é você! Por isso, assuma a responsabilidade para se educar financeiramente'', diz ela.

Serviço
- Saiba mais sobre as palestras no site www.toledocursos.com.br.

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