O Encontros Folha, o mais tradicional evento do Grupo Folha de Londrina, chega na próxima terça-feira (15) na sua 24ª edição, levando o público que for ao Centro de Eventos do Aurora Shopping para o mundo novo da IA (Inteligência Artificial), reunindo para o debate especialistas da área de saúde.

O objetivo é oferecer ao público um conteúdo abrangente sobre o uso da revolucionária tecnologia na qualidade de vida dos pacientes.

“Londrina já é referência em saúde e inovação. Temos centros de pesquisa, universidades atuantes e um ecossistema vibrante, pronto para acompanhar e liderar estas transformações. Mais do que nunca, é preciso unir conhecimento, ética e sensibilidade humana para que a tecnologia esteja a serviço das pessoas, tornando diagnósticos mais precisos, tratamentos mais eficazes e sistemas de saúde mais acessíveis e humanos”, destaca o superintendente do Grupo Folha de Londrina, Nicolás Mejía.

Como em muitos outros segmentos, a curiosidade sobre como aplicar a inteligência artificial na saúde tornou o tema obrigatório em qualquer discussão mais profunda entre os pensadores, técnicos e gestores de sistemas.

Até mesmo na pauta da cúpula dos Brics, clube dos países emergentes no qual o Brasil ocupa atualmente a presidência, as conversas sobre inovações na saúde pública mobilizaram as chancelarias, preocupadas em trocar experiências para acelerar transformações que serão inevitáveis até o fim da década.

Tema de Estado

De acordo com reportagem da Agência Brasil, um dos objetivos dos debates durante a presidência brasileira é criar uma plataforma para o desenvolvimento conjunto de pesquisas em áreas de saúde digital como, por exemplo, previsão de doenças, emergências sanitárias, vigilância, otimização de sistemas, gestão baseada em evidências, monitoramento e avaliação de atendimento. O objetivo é economizar recursos, reduzir desigualdades e melhorar a capacidade de respostas em caso de emergências sanitárias a partir do aperfeiçoamento dos diagnósticos, da gestão hospitalar e do controle de epidemias.

Leia mais:

IA no agro: evento aponta caminhos para região liderar nova era no campo

A preocupação dos governos com os milhões de pacientes que dependem da medicina gratuita é a mesma que faz o bilionário setor de serviços médicos privados se mexer. Pesquisa publicada em abril pela PwC Brasil, gigante da área de consultoria e auditoria, mostra que 58% dos executivos do setor percebem ganhos de eficiência com o uso da Inteligência Artificial generativa, 53% afirmam ter alta confiança na integração da IA aos seus processos centrais, 35% apontam aumento de receita com a inteligência artificial e 32% percebem que a adoção da tecnologia resulta em mais lucro para a empresa.

Vantagens

A investigação mostra que a IA está ajudando as operadoras de saúde a detectar fraudes, a reduzir custos operacionais e a fazer a triagem automatizada de sinistros. Nos hospitais e clínicas especializadas, há ganhos na gestão de leitos, na agilidade e na precisão na análise de exames, além de diminuir erros nas decisões estratégicas. A PwC estima que 60% dos hospitais privados utilizam IA de forma integrada na operação.

Estes e outros assuntos marcam o período de transição tecnológica que começou a ficar mais visível no pós-pandemia e agora está acelerando e mudando conceitos e planejamentos. O público poderá acompanhar as apresentações de um grupo de painelistas que atua em diferentes ambientes. Estarão presentes o engenheiro químico Celso Kloss, diretor de Novos Negócios e Relações Institucionais do Instituto de Tecnologia do Paraná, o Tecpar, empresa pública conhecida por sua produção de vacinas; a farmacêutica, bioquímica e professora universitária Andrea Name Colado Simão, diretora do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Londrina; e o administrador André Simas, gerente de Planejamento e Desenvolvimento da Unimed Londrina. O mediador designado para equilibrar e provocar a discussão é o professor do curso de medicina do campus Londrina da PUC-PR, Cristiano Teodoro, especialista em transformação digital, tecnologia e inovação, além de vice-presidente do Grupo Salus.

“Vamos falar sobre nossa experiência com inovação, como a Unimed Londrina está integrando a inteligência artificial a nossa operação. Temos desde robôs para organizar as contas e as guias hospitalares até o apoio e a evolução no tratamento do câncer”, adianta Simas, que vai falar também sobre a expectativa da entrada em operação do novo hospital da cooperativa médica mais conhecida do país, prevista para este semestre. “É uma estrutura que já vai nascer com o auxílio da inteligência artificial. Por exemplo, vamos fazer um sistema de rastreabilidade de circulação no hospital com base em biometria facial, de modo que ninguém consiga acessar um quarto errado de paciente”, revela o gerente da Unimed, que está erguendo em Londrina, na região do Jardim Botânico, uma unidade com 170 quartos.

Algoritmos para a terapia certa

Já Andrea Name afirmou à reportagem que vai discorrer sobre os resultados do uso da IA no diagnóstico, prevenção, prognóstico e resposta terapêutica em pacientes com artrite reumatóide. “Nosso grupo de pesquisa usa técnicas de machine learning para ajudar o médico a saber, por exemplo, como a artrite vai evoluir. Isso rege, inclusive, a prescrição de determinado medicamento. São vários artigos publicados nesta linha”, explica a pesquisadora. “Temos também um projeto em andamento de medicina de precisão em parceria com a Fundação Araucária onde vamos usar a técnica de aprendizado de máquinas para fazer predição de resposta terapêutica, o que significa evitar gastos com medicamentos caros que não vão melhorar o quadro e ainda vão provocar efeitos adversos no paciente. Neste caso, vamos criar algoritmos alimentados por características genéticas, dados individuais, com o histórico do paciente, para encontrar a melhor terapia”.

Kloss, que deixou recentemente a presidência do Tecpar, adiantou que pretende falar das parcerias da empresa para incorporar IA na sua rotina, com ênfase na certificação e no processo de compras, que ganham agilidade com as novas tecnologias. “Temos também a estruturação de um centro especializado em saúde de precisão, que vai se dedicar ao sequenciamento genético de doenças raras”, sintetizou.

“Teremos uma mesa altamente qualificada para discutir um assunto de extrema importância. Apesar de ser um setor regulado e com singularidades e muito diverso que muitas vezes inibem o uso de novas tecnologias, a saúde é um setor marcado pela constante evolução. A IA não é uma solução para tudo mas é uma ferramenta poderosa, que pode mudar negócios e processos terapêuticos”, esclarece Cristiano Teodoro, designado para mediar o encontro.

Serviço:

24º Encontros Folha: "Inteligência Artificial e Saúde: Como a Tecnologia Está Melhorando a Qualidade de Vida".

Quando: 15/07/2025, às 18 horas.

Onde: Centro de Eventos do Aurora Shopping

mockup