De um equipamento com capacidade de mais de 50 litros para outro de apenas 45 ml. Esta é a evolução dos PCs desde os conhecidos desktops em formato de torre. Apesar de os computadores de mesa terem evoluído para pequenos dispositivos que podem ser conectadas a televisores feito pen drives, a Intel acredita que os computadores tamanho grande continuarão tendo mercado, principalmente na área de games.
O cenário negativo das vendas de computadores – dados da IDC mostram queda de 38% no segundo trimestre - é visto como uma oportunidade pela Intel devido às suas apostas nas áreas de all in ones, 2 em 1, mini PCs e no seu Compute Stick, um aparelho em formato de pen drive que transforma monitores ou TVs em um computador.
Os 2 em 1, que alternam o uso entre tablet e notebook, têm se mostrado como uma alternativa aos tablets, que também vêm apresentando queda nas vendas. Segundo apresentação de Anand Srivatsa, diretor de CPU & Platform Product Line Management, na Intel Innovation Week, em São Paulo, pesquisa realizada pela empresa mostrou que mais da metade dos consumidores que consideravam antes comprar um tablet acabaram levando para casa um dois em um. E que mais de 50% compraram um 2 em 1 por se tratar de um tablet e de um PC. "As pessoas não precisam mais escolher entre o desempenho que eles precisam e a flexibilidade de um tablet", comenta o diretor.
A fabricante também aposta nos mini PCs e no Compute Stick para trazer economia de espaço e de energia nos ambientes. "É uma oportunidade de trazer computação a lugares onde ela nunca esteve antes", diz Srivatsa. Além de estarem presentes em ambientes corporativos, o diretor também mostrou que os mini PCs também estão sendo utilizados em pontos de venda para a veiculação de material publicitário.
Por outro lado, as torres dos desktops continuam tendo mercado no universo gamer. Hoje, o Brasil é o primeiro maior mercado de games da América Latina e o 11º do mundo, destaca o diretor da Intel. "O gaming nos PCs estão voltando." O futuro dos games, na sua opinião, passa pelo retorno de PCs voltados aos games; pelas plataformas de games como Steam; e pela realidade virtual, através de equipamentos como o Oculus Rift.

* A jornalista viajou a São Paulo a convite da Intel
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