Integrada paga R$ 20 milhões por unidades da Corol
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Raquel de Carvalho<br> Reportagem Local 
A Cooperativa Integrada já iniciou a operação das três unidades de recebimento negociadas com a Corol Cooperativa Agroindustrial. A venda foi sacramentada em assembleia realizada ontem à tarde com a presença de mais de 200 cooperados. Os associados aprovaram também as contas de 2009 e autorizaram a cooperativa a realizar negócios semelhantes no próximo período.
Em plena safra, os produtores entregam a colheita nas unidades de Cornélio Procópio, Bandeirantes e Andirá já sob o comando da Integrada. De acordo com Carlos Murate, presidente da Integrada, a cooperativa passa a prestar serviço aos associados da Corol a partir de agora. ''Se o produto entregue precisar de classificação e secagem, isso será feito na unidade. O custo da operação será cobrado por saca'', explica.
Mudanças também serão notadas com a substituição da marca. A parte visual, segundo o presidente, deverá ser trocada nos próximos dias. O quadro de pessoal poderá ter alterações. Murate afirma que foi firmado acordo de transição dos funcionários das unidades. ''É possível que a Corol transfira alguns empregados. Os que permanecerem poderão ser aproveitados após avaliação'', explica. Atualmente as três unidades empregam entre 40 e 50 pessoas, segundo o dirigente.
A negociação de unidades concretizada ontem desperta atenção para a Corol. E pode influenciar negócios que são realizados dentro do sistema cooperativo. A compra de soja da Corol para suprir a indústria de esmagamento da Cocamar, em Maringá, pode ser ampliada, segundo avaliação do superintendente comercial, José Cícero Aderaldo. ''Com a Corol temos parceria desde 2007'', diz. A indústria, segundo ele, tem capacidade para processar 750 mil toneladas de soja ao ano, e recebe dos seus cooperados apenas 450 mil toneladas.
Um clima de tranquilidade marcou a assembleia realizada na associação de funcionários da Corol. O presidente Eliseu de Paula garantiu, em entrevista, que a venda das unidades equaciona todos os problemas financeiros da cooperativa. ''Os R$ 20 milhões obtidos com a desmobilização desses ativos recompõem o nosso capital de giro'', afirmou.
O presidente afirmou que a partir de um estudo realizado por uma empresa especializada, haverá uma reestruturação da cooperativa. ''A crise já é passado. Hoje já temos liquidez; depois da recomposição a cooperativa voltou à normalidade'', enfatizou. ''As dívidas, em torno de R$ 360 milhões, foram renegociadas e devem ser saldadas a médio e longo prazo'', disse.
Eliseu de Paula considera 2009 o pior ano da história de 46 anos da cooperativa, em função da crise mundial e dos prejuízos registrados em praticamente todas as culturas. ''Mas temos solidez, com um patrimônio de cerca de R$ 1 bilhão e o apoio de 7.800 associados em 34 municípios'', disse. Segundo o presidente, no ano passado a Corol teve um faturamento de R$ 700 milhões.
De acordo com o presidente, a partir de agora a cooperativa pode retomar projetos. ''A Corol é uma das cooperativas importantes para a região. Geramos riqueza, recolhemos mais de R$ 20 milhões em impostos'', diz Paula, acrescentando que existe projeto de duplicação do moinho de trigo, instalado no ano passado.


