A implantação do sistema lavoura, pecuária e floresta permite formar um animal em menos de dois anos e obter na agricultura uma produtividade de 46 sacas de soja por hectare, garantiu o pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Sérgio José Alves. ''Com o avanço da integração, podemos ampliar esse rendimento na região do arenito em até 55 sc/ha.''
Segundo ele, o Paraná tem grande potencial de produzir mais carne e grão com sustentabilidade. Alves estimou que o sistema já ocupa 300 mil hectares das áreas agricultáveis do Paraná. ''Essa realidade já está disponível ao produtor'', observou.
José Roberto Rodrigues, chefe geral da Embrapa Cerrados, um dos pioneiros nos estudos sobre integração, ressaltou, porém, que esse tipo de cultivo ainda está no começo. ''A verticalização do segmento é um dos grandes focos do setor agropecuário nacional.'' Rodrigues explicou que os primeiros experimentos com o uso da técnica começaram há cerca de 10 anos, mas que só agora os resultados começam a ser divulgados.
Segundo estudos realizados pela Embrapa, o Brasil tem capacidade de triplicar a produção de alimentos somente com o uso de áreas degradadas. Rodrigues acrescentou que as técnicas convencionais de cultivo trazem malefícios para o meio ambiente.
Baixo Carbono
Para fomentar a implantação da técnica, o Governo Federal, por meio do programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), já aprovou recursos em financiamentos da ordem de R$ 3,1 bilhões, com juros de 5,5% ao ano, com até 12 anos de pagamento. O vice-presidente de Agronegócios e Micro Empresas do Banco do Brasil, Osmar Dias, afirmou que o volume disponibilizado se aproxima dos R$ 750 milhões. ''Vimos que esse sistema é altamente viável'', enfatizou.

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