Integração de bolsas pode reduzir os juros, diz FHC
Agência Folha
De Brasília
O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que a integração das bolsas do Rio de Janeiro e de São Paulo, com a criação de um mercado de títulos públicos no Rio, colabora no alongamento do perfil da dívida brasileira e na redução da taxa de juros. Não teria sentido que houvesse ainda, no Brasil, a inexistência de um mercado secundário de títulos públicos, disse o presidente, durante a solenidade de integração das bolsas em Brasília.
O presidente afirmou que o Brasil clama por uma política de juros mais compatível com as necessidades da produção brasileira. Na cerimônia, estava presente o ministro da Fazenda, Pedro Malan. Ao final do evento, questionado se havia alguma previsão da redução da taxa de juros, Malan foi taxativo: Não . Mas disse que a trajetória é declinante. Na medida em que alongamos o perfil da dívida pública brasileira, abre-se espaço maior para a trajetória declinante das taxas de juros.
Segundo ele, a integração entre as Bolsas colabora para que haja, no futuro, maior liquidez no mercado de títulos públicos. A fusão serve para superar uma antiga e velha rivalidade. As transações de títulos privados serão feitas na Bolsa de São Paulo. e as transações com títulos públicos. Para o ministro da Fazenda, o início do processo de integração das Bolsas exatamente um ano após a sexta-feira negra de 29 de janeiro de 99 em que houve corrida aos bancos que resultou na demissão do então presidente do Banco Central, Francisco Lopes , faz parte de um processo de mostrar a capacidade que o Brasil tem de superar as suas dificuldades.





