Instituto reduz previsão para o PIB
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Eduardo Cucolo<br>Folhapress 
Brasília - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou a previsão de crescimento da economia neste ano de 2% para uma faixa entre 0,2% e 1,2%.
De acordo com estudo publicado ontem pelo órgão, ligado ao governo federal, a revisão se deve à surpresa com o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado pelo IBGE no começo de junho.
A motivação para a mudança foi o resultado inesperado, para nós, do PIB do primeiro trimestre de 2009. Esperávamos que a economia crescesse 0,1% ou ficasse estagnada, mas houve uma queda, relativa ao trimestre anterior, de 0,8%, disse João Sicsú, diretor do Ipea.
Sicsú disse esperar que, depois da queda no PIB registrada no último trimestre de 2008 e no começo de 2009, haja uma recuperação. Para os últimos três trimestres do ano, o instituto prevê uma expansão de, respectivamente, 2%, 2,3% e 2,4%. Outras previsões
A previsão do Ipea, de que o crescimento pode ficar em apenas 0,2%, na pior das hipóteses, é a mais pessimista feita por um órgão estatal. O Banco Central, por exemplo, revisou em junho sua projeção de crescimento da economia em 2009 de 1,2% para 0,8%. No relatório orçamentário, que traz a previsão oficial do governo, a estimativa é de uma expansão de 1%.
No mercado financeiro, as previsões são de queda do PIB neste ano. De acordo com a pesquisa do BC com economistas, a previsão é de uma retração de 0,34% para este ano. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima uma queda de 1,3%.
Contas externas
O Ipea também revisou ontem a previsão para o principal indicador das contas externas brasileiras. O déficit em conta corrente deverá ficar entre US$ 17,5 bilhões e US$ 10,5 bilhões em 2009. A estimativa anterior era de um resultado negativo entre US$ 25 bilhões e US$ 18 bilhões.
As previsões para o setor externo também foram revistas, em face da reversão da trajetória de queda das exportações que, a partir do mês de março, sofreram aceleração, diz o instituto em seu estudo Conjuntura em Foco.


