Washington - A economia brasileira terá uma expansão de 3,5% este ano, mas receberá o mesmo montante de investimentos diretos privados líquidos que atraiu no ano passado - US$ 12 bilhões - e será ultrapassada nesse quesito pelo México, que deve chegar aos US$ 13 bilhões. Mas o Brasil suplantará o México como principal destino de fluxos de capitais líquidos, que incluem outras formas de investimentos, recebendo pouco mais de US$ 15 bilhões.
As projeções constam do relatório semestral sobre o fluxos de capitais para os mercados emergentes divulgado ontem pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), uma associação de 340 bancos, companhias de seguro e empresas financeiras globais.
Segundo o IIF, nos fluxos líquidos de capitais aumentaram em US$ 40 bilhões e atingiram um novo recorde de US$ 358 bilhões em 2005, bem acima da marca de US$ 324 bilhões registrada em 1996, o ano anterior ao início da crise financeira asiática. O instituto projeta a continuação de níveis robustos de fluxos de capitais para as economias emergentes em 2006, mas prevê uma ligeira queda.
O documento de 24 páginas divulgado ontem diz que há uma tendência à estagnação dos fluxos para a América Latina em comparação com outras regiões economicamente mais dinâmicas. Depois de saltar de US$ 29 bilhões em 2004 para US$ 44,1 bilhões no ano passado, a região verá os fluxos privados líquidos recuarem em 2006 para US$ 38,5 bilhões. Os fluxos diminuirão também para outras regiões. Mas os países emergentes da Europa Central, que em 2003 atraíram US$ 66,2 bilhões, fecharão este ano com mais do dobro, ou US$ 128,8 bilhões, depois de terem contabilizado US$ 143,8 bilhões em 2005, ou o triplo da América Latina. A Turquia, por exemplo, atraiu US$ 36 bilhões, que contrastam com US$ 12 bilhões recebidos pelo Brasil.
Segundo o IIF, as economias emergentes devem crescer 5,9% este ano - o mesmo ritmo de 2005. A expansão da Ásia excederá os 7%, enquanto a Europa Central e a América Latina verão suas economias aumentar em 5% e 3,9%, respectivamente. Os países da África e do Oriente Médio crescerão 5,4%, acima dos 4,8% do ano passado.

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