A convite do Banco Mundial, o presidente do Instituto Genesis, Henrique Victorelli Neto, falará no 12º Fórum Internacional ''Business and the Rules of the Game'' (Empresas e as regras do jogo), que começa hoje e vai até o dia 10, no Preston Auditorium, em Washington.
O evento toma como base o tema do G8, ''Crescimento e Responsabilidade'', que aponta para um maior engajamento do setor privado como parte dos stakeholders, a fim de atingir as metas dos ''Objetivos do Milênio, estabelecidos pela ONU. A abertura será feita pelo presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, para uma plenária que terá a participação de 150 convidados especiais, de vários países.
O Banco Mundial convidou o Instituto Genesis, de Londrina, para participar do Fórum, por considerar que os conceitos de rastreabilidade e certificação, introduzidos há mais de 10 anos no Brasil pela Certificadora, e adotados posteriormente para a exportação de carne bovina, são um exemplo de cooperação importante entre a iniciativa privada e agências governamentais para a sustentabilidade.
Segundo Thomas Timm, Vice-Presidente Executivo da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, uma das parceiras do Banco Mundial neste Fórum, ''até alguns anos atrás o Brasil tinha problemas muito sérios com relação aos seus alimentos, ao controle fitossanitário. Foi preciso a implantação de sistemas de rastreabilidade e certificação, trazidos pelo Instituto Genesis para que o mercado ganhasse qualidade e credibilidade e isso gerasse riquezas para o País''.
No Fórum, Henrique Victorelli Neto apresentará o case ''O encontro da essência sócio-ambiental com o capital'', sobre o impacto positivo da certificação na produção bovina no Brasil. Ele vai explicar como a rastreabilidade e a certificação ajudaram a atividade pecuária a reduzir em até 49% a pressão por novas áreas, sobretudo em regiões da floresta amazônica e o Brasil ampliou sua base de exportações, de 40 para 200 países, tornando-se o maior exportador do mundo, dobrando o valor do produto.
Segundo ele, isso fez com que os produtores passassem a ser mais organizados, a ter registro de todas as suas atividades no campo. Para isso, demandaram uma mão-de-obra com qualidade e o conhecimento chegou até ao trabalhador mais simples, agregando qualificação ao agronegócio brasileiro, que gera hoje cerca de 40% de todos os empregos do País.
A apresentação será no dia 10 e fará parte de um Working Group que vai demonstrar iniciativas de sucesso para outros países, sob o tema ''A Produção sustentável em países de média e baixa renda''.

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