O crescimento no número de roubo e desvio de cargas em todo o País fez com que as transportadoras conseguissem aprovar a cobrança da taxa de gerenciamento de risco e segurança. A nova tarifa está sendo exigida das empresas embarcadoras de mercadorias a serem transportadas por caminhão. Ela faz a opção se quer ou não ficar com a carga segurada, mas para isso tem de desembolsar um preço médio de 0,3% sobre o valor do produto transportado.
Muitas embarcadoras já concordaram com a mudança. Para que haja melhor aceitação, o Sindicato das Empresas Transportadoras de Cargas do Paraná (Setcepar) fez ontem um seminário para debater o assunto. Representantes da Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas estiveram presentes.
O presidente do Setcepar, Rui Cichella, disse que o risco de perder a carga para assaltantes e quadrilhas estimula os embarcadores a pagar a taxa de gerenciamento de risco. ‘‘Essa taxa ajuda as transportadoras a amenizar os custos que têm com as seguradoras’’, afirmou Cichella.
Por causa do crescimento dos roubos de carga, as seguradoras aumentaram em até 100% o seguro para se transportar mercadorias. Os mais caros passaram a ser os de medicamentos, cigarros, produtos eletrodomésticos e combustível. Esses produtos são os mais visados pelos assaltantes.
Um levantamento feito pelo setor de transporte indicou que os roubos e desvios de cargas totalizaram R$ 500 milhões, no ano passado. As seguradoras, cansadas de ter de liberar o seguro para as transportadoras, decidiram fazer uma série de exigências. ‘‘Temos de colocar o rastreamento por satélite nos caminhões, fazer escolta para transportar determinadas cargas e investir em mais vigilância. Tudo isso teve um custo para a gente’’, justificou o presidente do Setcepar.
Os investimentos fizeram com que houvesse uma redução no número de casos de roubos de cargas de medicamentos, que eram os mais frequentes há dois anos.

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