São Paulo - "Tecnologia é a estrutura para que as empresas cresçam." A afirmação é do diretor sênior de vendas de aplicativos da Oracle do Brasil, Mário Tiellet, que participou do Oracle Open World 2012, realizado em São Paulo no início do mês. Tiellet, que tem em sua carteira clientes de 20 instituições financeiras entre as maiores do País, ressaltou a urgência com que as empresas brasileiras devem promover inovações diante das oportunidades que o País ainda apresenta.
Na sua visão, o setor financeiro na Europa e nos Estados Unidos já possui definição de market share ou participação no mercado, diferente do que acontece por aqui. "Na América Latina é o contrário, há lacunas em aberto e as empresas têm que experimentar mais rápido, ter projetos inovadores que, bem aplicados aqui, ganham um novo marketing share, o que a gente chama de 'dinheiro novo'", comentou. Segundo ele, 80% das empresas usam o dinheiro para manter o que têm ao invés de inovar.
Entre as inovações que já estão sendo utilizadas no Brasil, o diretor citou a mobilidade. "A Oracle tem investido muito na questão de cloud. Cerca de 80% das empresas (atendidas pela Oracle) têm alguma funcionalidade em nuvem", afirmou diretor. Ele acrescentou que, com a ferramenta, as instituições financeiras podem fazer com que o cliente possa acessar informações e serviços "de qualquer lugar, a qualquer hora, de qualquer dispositivo".
Tiellet confirmou que a ideia das instituições financeiras é, cada vez mais, oferecer a opção ao cliente de não ir à agência, o que também influencia o custo operacional do banco.
Soluções para back office, uma plataforma vertical de finanças e de insurance (seguro) para que a emissão de apólices, cálculo de sinistros, crédito e tesouraria, por exemplo, sejam feitos de forma mais rápida para o cliente, reduzindo custos à empresa, é outra inovação em que as instituições financeiras estão apostando.
O big data – "como trabalhar o volume de dados para inovar" - e o Business Inteligence (BI), segundo Tiellet, também são outros exemplos de tecnologias aplicadas às empresas bancárias. "Se houver uma análise da informação baseada no volume de dados gigantesco (big data) é possível dar um crédito melhor para o cliente. Agora que o mercado está se movimentando em relação ao crédito, está uma briga grande por este market share. Quem acerta mais a distribuição do crédito, ganha mais o market share."
O Business Inteligence, por sua vez, justifica-se pela comodidade do cliente ter a análise de seus dados em casa. "É fundamental ter a informação dentro de casa para questões de crédito, como disponibilizar as informações básicas para o cliente via cloud, via dispositivo móvel."
Soluções de unificação de informações de back office também estão sendo demandadas pelas empresas do setor financeiro, afirma Tiellet, em função de fusões e aquisições. Unificar as contabilidades das empresas e avaliar o lucro e o prejuízo da operação como um todo são algumas das tarefas que podem ser atribuídas a estas soluções.

* A repórter viajou a São Paulo a convite da Oracle

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