Carmem Murara
De Curitiba
A oscilação do mercado financeiro assustou ontem importadores e exportadores, em Curitiba, que reduziram o volume de transações financeiras nos bancos. Com medo de que houvesse uma forte alta ou uma queda do dólar, eles preferiram esperar a situação se normalizar. Nas casas de câmbio, houve compra e venda de dólar apenas para as pessoas que precisavam com urgência da moeda norte-americana para viajar, por exemplo.
A cotação do dólar na casa de câmbio Sidney foi de R$ 1,96 para a compra e chegou a R$ 2,04 para a venda. Anteontem, o dólar estava R$ 1,94 para compra e R$ 1,99 para a venda. ‘‘O mercado financeiro fica parado nestes dias, pois com variação grande, as operadoras seguram os negócios’’, afirmou o operador da mesa de câmbio, Doni Gusso, ao dizer que o movimento foi menor durante o dia, sendo a maior procura pela compra da moeda.
A casa de câmbio Sigla abriu vendendo dólar a R$ 1,95 e terminou o dia com R$ 1,99 até R$ 2,00. ‘‘Quando começa a dar sinal de alta, quem tem dólar segura e quem não tem desiste de comprar’’, afirmou o operador de câmbio André Luis Furlaneto. Ele disse que o dia foi nervoso e que o telefone não parou de tocar. A maioria das ligações era para pedir informações sobre a variação cambial.
O dólar chegou a ser vendido por R$ 2,02 no Banco do Brasil. Mas por volta das 16h30 a moeda norte-americana recuou e fechou em R$ 1,92, um centavo a menos em relação à abertura das operações no início do dia. O gerente da mesa de câmbio do Banco do Brasil, Cássio Santos, disse que, em dias como o de ontem, há uma tendência para a estabilização dos negócios. ‘‘No início o mercado fica eufórico para comprar, mas logo os exportadores se assustam e desistem de vender seus dólares ao banco e os importadores não compram com taxa alta’’, disse Santos.

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