Instabilidade marca semana que define juro
Instabilidade
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Taxa pode cair para 20% ao ano
Agência Estado
De São Paulo
A expectativa do mercado esta semana está voltada para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que vai definir na quarta-feira, o nível dos juros básicos, hoje de 21% ao ano. Indefinições internas e externas no cenário político e econômico acabaram com a certeza de que a tendência das taxas é de queda, mas parece provável que o Banco Central decida por uma pequena redução e mantenha o viés de baixa dos juros. Essa é a opinião do diretor-geral de Banque Nationale de Paris (BNP) Asset Management, André Pires.
Alguns analistas apostam que os juros cairão para algo entre 20% e 20,5%. Uma redução mais agressiva, porém, depende do afastamento de várias incertezas que incomodam os investidores. Pires diz que o mercado espera sinais consistentes de que o governo vai retomar as reformas estruturais, como a tributária e a previdenciária, fundamentais para resolver de vez o problema das contas públicas. As metas fiscais acertadas com o FMI para este ano devem ser cumpridas com folga, mas a situação a partir do ano que vem pode complicar-se, comenta Pires.
Outra fonte de preocupação é o comportamento da inflação. Se os aumentos de tarifas públicas continuarem a ocorrer, o temor é que a elevação dos preços atinja outros produtos, o que não ocorreu até agora por causa da recessão. E há ainda a indefinição política. Não ficou claro se a reforma ministerial vai acabar com as crises na base de sustentação do governo.
Somadas a essas preocupações internas, há o temor de que a Argentina não consiga manter a política cambial e desvalorize a moeda local, o peso. E Pires lembra que, além da Argentina, existem outros países da América Latina enfrentando dificuldades, como Venezuela, Colômbia e Equador.
Por conta de todas essas indefinições, ele entende que os fundos DI são as melhores opções do momento, por acompanhar as oscilações dos juros. As perspectivas para as Bolsas não são das mais animadoras. Pires diz que as incertezas em relação à América Latina acabam afetando o fluxo de recursos estrangeiros para o País. Além disso, a Bolsa paulista subiu bastante este ano, o que estimula realizações de lucro, assim que surge alguma notícia menos favorável. Por fim, a volta da cobrança da CPMF encareceu os negócios com ações no mercado brasileiro, levando à diminuição do volume negociado nos pregões.





