Há muita expectativa no mercado financeiro sobre o ritmo de ajuste das taxas de juros que será definido pelo Banco Central (BC) na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 2 de setembro.
Especialistas avaliam que, em consequência do agravamento da crise externa, aumentou o risco de investimentos em países emergentes, como o Brasil. Por isso, o BC tenderia a reduzir, momentaneamente, a velocidade de queda da Taxa Básica do Banco Central (TBC).
A expectativa é que ela recue dos atuais 19,75% para algo próximo de 19% ao ano. O economista-chefe do BankBoston, José Antônio Pena Garcia, diz que, dada a incerteza sobre a nova TBC e o fator risco, o investidor deve dirigir suas reservas para ativos de renda fixa atrelados à variação de juros do CDI, utilizados em operações interbancárias, como os fundos de 60 dias DI.
Se o juro subir, a aplicação vinculada ao CDI poderá refletir mais rapidamente o comportamento das taxas de juros no mercado.

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