O secretário-adjunto da Receita Federal, Paulo Ricardo Cardoso, acredita que a maioria das empresas irregulares não está mais funcionando. ''Muitos empreendedores acabam constituindo uma empresa e, depois que o negócio não dá certo, acabam abandonando a atividade'' disse ele. O mesmo acontece com profissionais que criam empresas prestadoras de serviços para exercer a sua atividade. ''Daí cria-se um círculo vicioso em que, por não ter condições de regularizar a situação, esses empresários acabam não dando baixa na empresa'', disse.
A instabilidade da economia brasileira dos últimos anos também agravou essa situação. Na avaliação do secretário, o ''boom'' na década de 90 de pessoas que se lançaram como empreendedores, abrindo microempresas com o dinheiro de indenização obtida com os planos de demissão voluntária, e que depois o negócio não deu certo, ajudou a aumentar os casos de empresas irregulares. Segundo o secretário, no grupo de registros irregulares do CNPJ há também aquelas empresas ''laranjas'', criadas como fachada para operações fraudulentas.

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