Instabilidade derruba Bovespa e eleva dólar
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sexta-feira, 18 de agosto de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O mercado brasileiro voltou a ser afetado pelo risco Argentina. Desta vez, surgiu a especulação de que o país vizinho pedirá waiver ao Fundo Monetário Internacional, pela impossibilidade de cumprir as metas fiscais acordadas (leia ao lado). A bolsa de Buenos Aires fechu em baixa de 2,92%. Os títulos da dívida externa dos países latino-americanos sofreram perdas generalizadas. Segundo a Lopez Leon, o argentino FRB papel mais líquido caiu 0,98%, para 91,05 centavos de dólar. O brasileiro C-Bond recuou 0,82%, para 76,062 centavos de dólar.
A Bovespa viu neste esboço de instabilidade um bom motivo para realizar lucros. Recuou 2,20%, com volume financeiro reduzido a R$ 628 milhões. Na semana, passou a acumular baixa de 0,47% mas, no mês, ainda exibe ganho significativo: 5,22%. O índice futuro com vencimento em outubro caiu 3,11%, para 17.730 pontos.
O petróleo teve nova alta no mercado internacional: contratos para setembro na Nymex fecharam a US$ 31,99 o barril, uma alta de cinco centavos de dólar (a máxima do dia foi US$ 32,43).
O temor de que a crise de confiabilidade do investidor em relação à Argentina se agrave na próxima semana serviu de pretexto para que instituições financeiras exercessem ontem pressão compradora por dólar, em busca de hedge. No encerramento dos negócios, o dólar comercial foi vendido a R$ 1,818 (+0,39%), muito próximo da máxima do dia, de R$ 1,820 (+0,50%).


