INSS fecha com déficit de R$ 10 bi
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terça-feira, 16 de janeiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
O aumento do número de trabalhadores com carteira assinada contribuiu para estabilizar o déficit da Previdência Social. De acordo com os dados divulgados ontem pelo ministro Waldeck Ornélas, a Previdência fechou o ano de 2000 com um déficit nominal de R$ 10,072 bilhões, equivalente a 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Embora superior, em valores absolutos, ao déficit verificado em 1999, que foi de R$ 9,412 bilhões, foi a primeira vez em cinco anos que o déficit do Regime Geral de Previdência Social caiu em relação ao PIB.
Em 1999, o déficit correspondeu a 1%. Para este ano a previsão de queda em relação ao PIB persiste. O ministro anunciou que a Previdência deverá fechar 2001 com um déficit equivalente a 0,8% do PIB.
De acordo com o ministro a estimativa de queda do déficit em relação ao PIB foi feita com base numa estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto da ordem de 4,5% para o ano. Em valores absolutos, já contando com o aumento do salário mínimo de R$ 151,00 para R$ 180,00, o déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deverá atingir R$ 12,3 bilhões em 2001. Ornélas disse que a estabilização do déficit ocorreu porque a receita cresceu mais do que a despesa com benefícios. E o principal motivo para o crescimento da receita, da ordem de 7,6% entre janeiro e novembro de 2000, foi o aumento do emprego formal.
Citando dados do Ministério do Trabalho, Ornélas disse que entre janeiro e novembro de 2000 foram criados 883,4 mil empregos formais, um crescimento de 4,3%.
O ministro chamou a atenção para o fato de 80% do déficit do INSS corresponder às chamadas renúncias previdenciárias, ou seja, aos subsídios que o governo dá a diversos segmentos, como clubes de futebol e entidades filantrópicas.


