INSS faz operação caça-eletrônica no PR
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de setembro de 1997
Filipe Pimentel Curitiba 
Kraw PenasRastreamentoJosé Cechin, secretário da Previdência: cruzamento de dados do INSS com FGTS ajuda a pegar sonegadoresFiscais do INSS do Paraná começam na próxima semana a fiscalizar 92 empresas que teriam deixado de recolher cerca de R$ 33,3 milhões em contribuições para a Previdência Social. Estes débitos representam mais de 50% do montante que as empresas paranaenses deixaram de recolher. Ao todo 3,7 mil empresas do Paraná devem para o INSS aproximadamente R$ 60 milhões. A informação foi dada ontem pelo secretário executivo da Previdência Social, José Cechin. O objetivo é descobrir quais os motivos que levaram estas empresas a deixar de recolher as contribuições, disse.
A fiscalização destas empresas faz parte da operação Caça Eletrônica 2, que foi realizada há cerca de dois meses. O cadastro do FGTS serviu de base de dados para esta operação. Através das empresas que pagaram o FGTS listamos aquelas que provavelmente nunca pagaram, não pagaram nos últimos anos, ou pagaram em parte o INSS, disse Cechin.
No Paraná foram rastreadas 290 mil empresas. Destas 106 mil recolheram o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. As outras 184 mil ou não estão regularizadas, ou algum dado da empresa não está correto e por isso não foi rastreada nesta operação, explicou o secretário-executivo. A partir daí cruzaram-se os dados do FGTS com os do INSS. O orgão rastreou 3,7 mil empresas que não registaram o pagamento das contribuições. Destas, foram selecionadas as que deviam grandes quantias. Selecionamos as empresas que individualmente deviam R$ 100 mil ou mais para o INSS, afirmou Cechin.
Sobre o pagamento destes débitos, o secretário-executivo do INSS explicou que o primeiro passo será incentivar as empresas a pagarem espontaneamente os valores atrasados. Neste caso haverá uma multa de 10% sobre o valor. Caso as empresas não queiram pagar, serão notificadas. E para este caso as multas são maiores, variando de 12% a 60% sobre o valor devido, afirma José Cechin. O secretário executivo do INSS acredita, por experiência, que as empresas vão querer pagar espontaneamente. Costumeiramente os empresários fazem fila nos postos do INSS para pagar os débitos assim que sabem da operação, disse.


