Agência Estado
De Brasília
A auditoria geral do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) conseguiu economizar, este ano, cerca de R$ 20 milhões para a Previdência Social ao determinar o cancelamento de milhares de aposentadorias fraudadas. Mais R$ 94 milhões deverão ser devolvidos aos cofres públicos, mediante ação judicial, porque dizem respeito a pagamentos indevidos. Por ano, segundo o auditor geral, Paulo César Nascimento Costa, são cancelados por diversas irregularidades entre 25 mil a 30 mil benefícios.
O auditor geral afirmou que, este ano, o foco da auditoria está na ação de intermediários, verdadeiras quadrilhas organizadas para fraudar a Previdência Social. Eles vem agindo, com vigor, em Brasília, Rio de Janeiro, Goiás e Espírito Santo. Com exceção de Brasília, onde a fraude vem se dando na aposentadoria do setor público, em todos os demais lugares o prejuízo vem sendo para o próprio INSS.
A quadrilha de intermediários age, em Brasília, na falsificação de certidões de tempo de serviço anterior ao serviço público com o objetivo de comprovar tempo de contribuição exigido para a aposentadoria. O INSS já comprovou 12 aposentadorias ilegais no Banco Central, já canceladas. Outras seis estão em exame no BC e dezenas de outras sob investigação da auditoria geral do INSS.

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