Curitiba - A inspeção judicial no Porto de Paranaguá determinada pelo juiz Márcio Antônio Rocha, do Tribunal Regional Federal de 4 Região deve acontecer na próxima semana. A data precisa ainda não foi confirmada pelo tribunal. O magistrado e a desembargadora Marga Inge Barth Tessler vêm ao porto para verificar a questão da soja transgênica em função da guerra judicial que se estabeleceu sobre o uso do silo público para armazenamento de soja convencional e geneticamente modificada.
Os juízes pretendem ouvir representantes de vários segmentos que atuam no porto. Na última sexta-feira, o juiz Rocha determinou que o silo público do Porto de Paranaguá continue recebendo apenas soja convencional. O silão tem capacidade para receber até 100 mil toneladas de soja, o que representa 10% da capacidade total de armazenagem de Paranaguá. O espaço foi reservado para soja convencional, já que os demais armazéns da cidade recebem o grão geneticamente modificado.
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) também pediu um prazo de 30 dias para apresentar justificativas para o Tribunal de Contas da União (TCU) em relação a irregularidades que o tribunal verificou no porto. O pedido da Appa ainda está em análise no gabinete do ministro relator do processo, Augusto Nardes, desde o dia 22 de maio. O prazo de 30 dias para a Appa começará a contar quando a administração portuária receber o documento do TCU.

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