Inseminação é destaque na Expo
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quinta-feira, 12 de abril de 2012
Ricardo Maia <br> <br> Reportagem Local 
Mostrar a produtores e estudantes a adequada implantação e utilização de novas técnicas de manejo e inseminação artificial e sua respectiva utilização na pecuária, foi um dos objetivos do primeiro dia do II Simpósio de Eficiência em Produção e Reprodução Animal, que termina hoje, na ExpoLondrina. De acordo com o coordenador do evento, Marcelo Seneda, uma das propostas do encontro é apresentar o potencial do setor e a possibilidade que ele oferece para elevar qualitativamente e quantitativamente o rebanho nacional.
Gustavo Martins Gomes, diretor-presidente da Sheep Embryo, empresa que presta consultoria na área de inseminação artificial, afirma que em algumas regiões do Brasil, a tecnologia nessa área ainda é muito deficitária. ''O Paraná é uma das exceções, já que os criadores do Estado têm muito interesse na implantação de novas técnicas'', salienta. O criador Anderson Bestel, da fazenda Nova Estrela Agropecuária, localizada em Amaporã, no Noroeste, revela que a tecnologia é algo que deve estar sempre presente no dia a dia do produtor.
Hoje, a fazenda possui cerca de 300 cabeças de gado PO (Puro de Origem). Desse total, 80% são provenientes de inseminação artificial. Durante sua palestra, Gomes salientou que iniciar um projeto como este requer planejamento. ''A primeira noção que o criador deve ter é se há ou não um mercado consumidor para dar início ao investimento''. Ele observa que o produtor também deve levar em conta as possíveis ameaças que podem prejudicar o seu negócio como queda de preço na arroba, alta nos insumos, entre outros exemplos.
Tecnologia
Gomes afirmou que com a adoção da inseminação artificial, aliada a um manejo adequado, é possível ter uma vaca que chegue a gerar até um bezerro por ano. ''O Brasil tem estimados 75 milhões de fêmeas em idade reprodutiva, a uma taxa média de prenhez de 75%''. Segundo o especialista, esse índice ainda é muito baixo. Ele explica que para aumentar esse índice devem ser respeitadas uma série de medidas. A primeira delas, explica o palestrante, é o manejo nutricional do rebanho. ''Em épocas de pouca disponibilidade de alimentos, como no inverno, por exemplo, o produtor deve melhorar as condições do pasto utilizando técnicas de irrigação.''
Gomes destaca que a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) é outra ferramenta que possibilida viabilizar o crescimento do rebanho. Segundo ele, hoje o Brasil possui seis milhões de animais que são submetidos à tecnica de IATF. De acordo com o especialista, a diminuição de doenças reprodutivas, melhoramento genético, bezerros até 20 quilos mais pesados e a padronização do rebanho são algumas das vantagens do IATF. ''Além disso, o produtor não precisa ficar verificando se os animais estão ou não no cio'', destaca.


