O setor de revenda de combustíveis em Londrina tem sido alvo de ações
judiciais questionando sua atuação há vários anos. O motivo principal da
intervenção policial é sempre o preço do álcool e gasolina, igual ou muito
semelhante entre os os estabelecimentos do ramo.
Em dezembro de 99, 41 postos foram investigados pelo Ministério Público Estadual para apurar a formação de cartel na cidade. Atualmente tramitam na Justiça Estadual, além da ação criminal que resultou na decretação de prisão preventiva de sete donos e gerentes de postos, uma ação civil pública na 4ª Vara Cível por formação de cartel. A Justiça Estadual está nas investigações pois o caso estaria permeado por denúncias de crime de ameaça e formação de quadrilha.
Outras duas ações correm na esfera federal, a pedido do procurador regional da República, Mário Ferreira Leite. O teor das ações das esferas estadual e federal não diferenciam muito - apontam dumping (venda do produto abaixo do preço de custo) e cartel. Há também um inquérito policial que tramita na Polícia Federal, presidido pelo delegado Nilson de Souza, que, além da relação de consumo, apura adulteração de combustível e eventual corrupção de fiscais da Agência Nacional de Petróleo.
Mesmo com todas essas denúncias, o advogado de Pavesi, Paulo Nolasco, assegurou à Folha que seu cliente será solto hoje: ‘‘Ele irá prestar depoimento à juíza substituta e ela vai perceber que não há motivos para mantê-lo preso’’. Outro dono de posto que teve prisão preventiva decretada, o empresário Sandro Vicente Zanchet, se entregou à Policia e acabou sendo solto em 21 de dezembro do ano passado. ‘‘Ele foi solto pois além de ter se entregado, colaborou com as investigações’’, comentou o delegado Márcio Amaro.

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