INPC em fevereiro fechou em 0,45%
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de março de 1997
Agência Estado, do Rio de Janeiro 
Dorico da SilvaQueima geralAs liquidações de verão já deram mostras do peso, nos índices de inflação, da redução do preço das roupasA variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de 0,45% em fevereiro. Em janeiro, a taxa foi de 0,81%. O acumulado do ano está em 1,26% e a inflação dos últimos 12 meses (de fevereiro de 96 a fevereiro de 97) caiu para 8,14%. O Índice de Preços ao Consumidor/Amplo (IPCA), que mede a variação de preços dos produtos consumidos por famílias com renda mensal de um a 40 salários mínimos, também caiu: 0,5% em fevereiro, contra os 1,19% de janeiro.
No mês de fevereiro, a baixa de preços foi uma tendência generalizada, segundo a chefe do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. Foram exceções as altas do item habitação, de 0,95% (puxada pelo aumento de 1,17% nos aluguéis e condomínios) e alguns gêneros alimentícios, como o café, que teve aumento de 7,88% em fevereiro, ao contrário do mês anterior, quando registrou variação negativa de 0,97% nos preços. A diferença, segundo os técnicos, deve-se a problemas na safra agrícola. De resto, todos os preços ficaram abaixo do registrado em janeiro, afirma Eulina, prevendo para março índices semelhantes aos de fevereiro.
Segundo ela, alguns gêneros alimentícios deverão registrar alta de preços, como café, açúcar e ovos, mas a queda em itens como o do setor de vestuário deve manter a tendência de equilíbrio dos índices. As liquidações de verão já deram mostras do peso, nos índices de inflação, da redução do preço das roupas. O item vestuário, que em janeiro teve variação de 0,24%, em fevereiro registrou queda de 0,85% e foi um dos fatores que impulsionaram a queda da taxa inflacionária.
A variação de preço dos combustíveis também caiu bastante: de 9,98% em janeiro para 0,17% em fevereiro. Isto já era esperado, por causa do reajuste do fim de dezembro, disse Eulina Santos. Outras altas de janeiro, segundo ela, são típicas do consumo de um mês de festas: cervejas, refrigerantes e recreação tiveram em fevereiro uma variação de preços menor à do mês anterior.
Os três principais centros urbanos do País tiveram índice inflacionário acima da média registrada para o INPC. No Rio de Janeiro a variação foi de 0,48%; em São Paulo, 0,76%, e em Belo Horizonte 1,07%. Nas outras oito capitais pesquisadas, a variação do INPC ficou entre 0,35% (Recife) e a taxa negativa de 0,35% (Goiânia).


