O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de maio foi de 0,72% frente os 0,45% registrados em abril, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. De janeiro a maio, o INPC acumula 3,09% de elevação. A inflação do mês passado foi puxada pela alta nos preços do arroz, que subiu cerca de 10%, e do feijão. A variedade mulatinho variou aproximadamente 79% enquanto o feijão preto subiu em torno de 12%. Os dois itens sofreram com a quebra de safra por conta de chuva no Sul e seca no Nordeste.
A inflação anualizada (últimos 12 meses) subiu de 4,1% em abril para 4,7% em maio. O INPC mede a variação de preços com base no consumo médio de famílias com renda mensal de um a oito salários mínimos. Entre as principais variações registradas de abril para maio, ressalta-se o item cereais, leguminosas e oleaginosas, com alta de 29,58%.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) saltou dos 0,24%, em abril, para 0,50% em maio. O IPCA mede a variação de preços com base no consumo médio de famílias com renda mensal de um a 40 salários mínimos.
O IBGE divulgou também a Pesquisa Industrial Mensal da Produção Física Regional referente a abril. Os índices registraram desaceleração em seis das dez áreas pesquisadas. As quedas mais intensas situaram-se no Rio Grande do Sul (-9,3%), Região Sul (-7,6%) e Santa Catarina (-6,8%).
Outras regiões com taxas negativas foram São Paulo, com 4,2% de recuo; Paraná, que retraiu 4% e Bahia, com queda de 0,3%. A indústria de Pernambuco foi a que registrou a maior expansão, com crescimento de 6,4%. Em Minas Gerais o aumento foi de 3,6%, e no Rio, 2,2%.

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