INPC aponta inflação de 0,45% em abril
INPC aponta inflação de 0,45% em abril
Agência Estado
A inflação deste ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve ficar em aproximadamente 4%, segundo estimativas da chefe do Setor de Índice de Preços do Órgão, Eulina Nunes dos Santos. A inflação caiu de 0,49% em março para 0,45% em abril e a expectativa é de que em maio a taxa fique ainda mais baixa, segundo a especialista. A inflação anualizada está em 4,12% e o INPC acumula alta de 2,35% de janeiro a abril deste ano, taxa inferior a registrada no mesmo período do ano passado, que foi de 2,56%.
A retração da taxa de inflação em abril, em relação a março, não é representativa, na opinião da técnica do IBGE. Eulina disse que o índice ficou praticamente estável. A taxa negativa, de 0,22%, na variação de preços de vestuário, ajudou a puxar para baixo o índice de inflação. As principais pressões de alta sobre a inflação de abril partiram do aumento do botijão de gás de uso doméstico, que no INPC representou 8,19%, e do aumento do leite e dos ovos, com representatividade de 3,73% e 4,29% no INPC respectivamente. O INPC mede a variação de preços com base no consumo de famílias com renda média mensal de um a oito salários mínimos.
A estimativa de queda na inflação de maio é baseada no impacto positivo da redução dos preço dos cigarros em consequência da queda do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o produto no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Eulina explicou que o peso da variação do cigarro sobre o INPC fica entre 5% e 6%. O feijão rajado, que já aumentou 77% de janeiro a abril, pesa apenas 0,85% no INPC.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a variação de preços com base no consumo de famílias com renda de um a 40 salários mínimos, foi de 0,24%. A taxa foi inferior à registrada em março, de 0,34%. A taxa anualizada do índice está em 3,85%, contra 4,51% em março. O INPC do Rio ficou em 0,68%, acima da taxa nacional, e a de São Paulo foi inferior, com 0,26%.





