Oito grupos nacionais e estrangeiros devem disputar a compra da Inpacel, fábrica de papel e celulose e da Bamerindus Agro-Florestal, amanhã, em leilão na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. A previsão é de Luiz Barbeiro, assistente do liquidante do Bamerindus, Flávio Siqueira.
O preço mínimo da Inpacel é de R$ 10 milhões, e o comprador deverá assumir dívida de R$ 299 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil. O preço da BAF é de R$ 74 milhões. Barbeiro acredita que haverá ágio no leilão, mas não quis fazer projeções. Ele disse que considera a Inpacel um bom ativo e que por isso espera ágio.
O patrimônio das duas companhias juntas chega a cerca de R$ 800 milhões. Segundo o diretor da NMR Consultoria, Osires Ribeiro, que é o responsável pela avaliação e modelagem da venda das empresas do Bamerindus, as duas empresas serão vendidas em bloco único de ações e não podem ser ofertadas em separado.
A Inpacel tem capacidade de produção de 160 mil toneladas de papel revista por ano, está operando e mantém exportações para a Europa e Estados Unidos, segundo Ribeiro. A BAF, que é fornecedora da Inpacel, tem uma reserva de 55 mil hectares de terra. Os concorrentes terão de depositar hoje na Câmara de Liquidação e Custódia (CLC), garantias no valor de R$ 84 milhões para se habilitar à disputa.
O sistema de venda será por envelope fechado. A proposta vencedora terá de ter, no entanto, mais de 10% de diferença para a segunda maior. Caso contrário a disputa irá para leilão de viva-voz. A aquisição das empresas poderá ser feita a prazo. Ao invés de permitir a compra com moeda podre, o Banco Central autorizou o financiamento em até seis anos, corrigido pelo IGP-M, mais 6% ao ano. Pelo menos 40% terá que ser dado à vista pelo vencedor.

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