Curitiba - A cultura da inovação não é nova, mas agora o principal desafio é praticá-la. Os processos inovadores podem partir de coisas simples e as empresas não precisam esperar para fazer grandes investimentos para tanto. Quem garante é o gerente de eventos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e coordenador da Top Innovation - Feira de Gestão da Informação, Moacir Moura.
A inovação pode partir desde a mudança de uma embalagem até o aperfeiçoamento da equipe. Segundo Moura, as inovações podem acontecer aos poucos. Ele destacou que a inovação é formada pelo tripé gente, negócios e tecnologia. ''Com isso a empresa se oxigena e é uma das formas de não sucumbir à competição global'', disse.
Moura destacou que qualquer empresa pode inovar, mesmo com baixo investimento. O mais importante são as ideias. As mudanças podem trazer mais lucro para a empresa e fidelidade por parte do consumidor. A inovação precisa trazer três resultados fundamentais para a empresa: bom desempenho financeiro, preservação do meio ambiente e resultados sociais.
''Agora, inovar não é moda é uma salvação'', declarou. Ele lembrou ainda que os produtos precisam ter um diferencial senão o consumidor não volta.
O principal executivo do Google no Brasil, João Itaqui, também participou do Top Innovation que terminou ontem em Curitiba. Ele lembrou que a empresa nasceu com o conceito de ser uma companhia para internet, extremamente inovadora e trazer com grande velocidade novas tecnologias e produtos.
''No Google, a inovação é consumida logo após ser lançada. Só em 2010, a empresa criou 218 novas funcionalidades'', disse. A empresa trabalha com inovação o tempo todo e é visionária. ''Nunca tivemos medo do desafio. Em um certo momento nos perguntamos: por que não fotografar todas as ruas do planeta?'', completou o gerente de pré-venda do Google, Fernando Teixeira. Ele disse que a empresa não tem medo de jogar fora uma tecnologia para começar tudo do zero.
Hoje, a companhia tem 30 mil funcionários no mundo e 300 no Brasil. Atualmente, os empregados têm 20% do tempo de trabalho para criar algo, ou seja, um projeto inovador. ''O funcionário tem um dia na semana para criar o que quiser'', contou Teixeira. Com isso, a empresa se torna mais produtiva.
Segundo Itaqui, a empresa tem uma maneira não convencional de resolver os problemas de gestão, não se liga a regras e, mesmo com bons resultados, está sempre inovando.

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