As novas regras para a indústria automobilística a partir de 2013, plano conhecido como Inovar-Auto, representam o primeiro passo para fortalecer a produção nacional de veículos. Anunciada no último dia 4 de outubro, a proposta exige a ampliação do uso de peças nacionais e o investimento em pesquisa tecnológica brasileira, como contrapartida por descontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
O economista Roberto Zurcher, da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), diz que a medida é um passo tímido para o fortalecimento da produção industrial brasileira. Porém, ele diz que não podem ocorrer atropelos porque o País tem pouco tempo de moeda estabilizada. ''O Brasil ainda começa a planejar negócios.''
Sobre o foco na exportação de produtos agropecuários, Zurcher lembra que são esses recursos que garantem o pagamento de dívidas com outros países. ''Peças de veículos já foram mais baratas aqui um tempo atrás, mas com a estabilidade, a indústria começou a trazê-las de locais mais baratos.''
O economista considera que devem ocorrer mais incentivos para outros segmentos industriais. Para Zurcher, as novas propostas para desoneração da folha de pagamento de determinados setores também são tímidas, mas mostram um caminho a ser seguido pelo governo federal. ''Não adianta fazer tudo de uma vez ou o País quebra, mas 2012 foi muito mais interessante nesse sentido do que os anos anteriores'', afirma. (F.G.)

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