Inovações para poupar vidas
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sexta-feira, 08 de julho de 2011
Nelson Bortolin <br> <br> Reportagem local 
Cinco soluções simples que podem ajudar a poupar vidas e prevenir doenças ocupacionais. Este foi o resultado do 1º Ateliê de Segurança no Trabalho de Londrina, encerrado ontem. O evento é uma parceria entre a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) e envolveu um grupo de 30 profissionais da área, dividos em cinco equipes. Cada uma concebeu um projeto, que foi materializado em forma de maquetes expostas nna sede do sindicato.
Quatro soluções estão relacionadas à proteção contra queda de edifícios e uma visa a prevenção de doenças de coluna. O marceneiro e diretor do Sindicato dos Empregados na Construção Civil (Sintracon), Antonio Gimenez, mostrou à FOLHA a criação de sua equipe. Segundo ele, um dos momentos de perigo para os trabalhadores que atuam nos prédios é a instalação dos bandejões - equipamentos que evitam a queda de objetos e devem ser instalados a cada quatro andadores.
Para instalar essas estruturas de madeira, os operários atuam do lado de fora da lage, pendurados por um equipamento de segurança. ''Criamos o bandejão que é fixado a partir da parte interna. Assim, o trabalhador não se expõe a risco'', explica. Ao contrário do sistema tradicional, segundo ele, o invento do grupo é reaproveitável.
O segundo projeto é uma plataforma para trabalho externo em pilar. O modelo existente no mercado só pode ser instalado com a ajuda de uma grua. A equipe da qual fez parte o engenheiro civil da Plaenge, Anderson Casarin, criou um sistema modular para ser instalado de dentro da obra. ''A ideia foi inspirada nos legos'', conta.
Outro grupo desenvolveu um dispositivo de segurança para fechar vão de janela. Técnico em segurança da Teixeira Holzmann, Jackson Oliveira Pinto explica que outro momento arriscado na construção civil é quando o operário faz o acabamento de teto próximo ao vão. Segundo ele, o dispositivo atual, feito de madeira, não oferce resistência suficiente caso esse trabalhador despenque do andaime em direção ao dispostivo de segurança. No formato criado pela equipe, o equipamento é feito de aço e fixado por um sistema de rosca e o vão é fechado com uma tela de nylon.
O quarto trabalho desenvolvido no ateliê é um guarda-corpo móvel. O momento de levantar as primeiras fileiras de tijolos das paredes externas do prédio também é muito arriscado para os operários. Eles têm de retirar a tela que os protegia até essa fase e ficam sujeitos à queda. O risco só desaparece quando a parede atinge determinada altura. A estudante de engenharia da UEL, que integrou a equipe, mostrou à reportagem o protótipo do novo guarda-corpo. ''É um sistema reaproveitável que vai sendo erguido aos poucos conforme o pedreiro vai assentando os tijotos'', explica.
Por último, uma equipe apresentou um sistema muito simples que vai propiciar ao trabalhador economizar movimentos repetitivos de flexão de pernas e coluna. Trata-se de um mecanismo de mobilidade de materiais, como define a engenheira Denise Salto Sapia do Serviço Social da Indústria da Construção Civil (Seconci).
O invento imita uma carriola, mas dispõe de uma manivela que permite ao operário erguer a massa e os tijolos até uma altura de 1,5 metro. Conforme a parede vai subindo, o trabalhador também ergue o equipamento e não precisa ficar se abaixando para pegar o material. ''O objetivo é reduzir seu tempo de exposição com sobrecarga em determinadas posturas'', explica.


