Das 22 empresas que já se graduaram na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Intuel) da Agência de Inovação da UEL (Aintec), 16 ainda estão no mercado. Esta taxa de sobrevivência, de 66%, reflete as condições positivas que as empresas em fase inicial encontram nas estruturas oferecidas por incubadoras.
Segundo o diretor da Aintec, o professor Jair Scarmínio, a alta taxa de sobrevivência pode ser atribuída a conhecimentos e práticas empresariais que os estudantes recebem por meio de treinamentos e cursos. ''No momento em que saem, já têm toda a técnica, diferencial, processos, produto, clientes, faturamento. A maioria das empresas não sobrevive, não tanto pela parte técnica, mas porque não têm conhecimento da prática de gestão'', opina.
Em fase de incubação, a HS Technology já comercializa, pela internet, equipamentos voltados à saúde. Uma das linhas criadas fornece a fisioterapeutas equipamento para confecção de palmilhas utilizadas no tratamento de incorreções na pisada.
Para o tratamento, chamado de podoposturologia, os fisioterapeutas contavam apenas com um equipamento importado da França que é caro, grande, pesado e ruidoso. O fisioterapeuta Mauro Pedroni Júnior apresentou então a demanda à HS, que desenvolveu um produto mais leve, silencioso e barato. Agora, o custo para montar um laboratório caiu de R$ 40 mil para R$ 10 mil. Neste ano a HS já faturou R$ 1 milhão. (M.F.C.)

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