Competitividade, inovação e pequenas e médias empresas foram os principais atributos da economia alemã ressaltados no primeiro debate do 31º Encontro Econômico Brasil Alemanha, ontem de manhã em São Paulo. Da parte brasileira, participaram o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson de Andrade.
Dos alemães, a secretária de Estado do Ministério da Economia e Tecnologia da Alemanha, Anne Ruth Herkes e o presidente do Conselho para Brasil da BDI (Confederação Alemã da Indústria) Stefan Zoller. E ainda o presidente do Conselho Empresarial da América Latina (Ceal), Ingo Plöger.
"A Alemanha é a quarta e o Brasil a sexta economia do mundo", lembrou Zoller. No entanto, ele ressaltou que, apesar da potência na economia, o Brasil tem "problemas colossais" em infraestrutura e transporte, os quais a Alemanha poderia ajudar a solucionar. "As maiores empresas logísticas do mundo são alemãs. Além disso, temos muitas pequenas e médias empresas nesta área", destacou.
O presidente da CNI ressaltou a importância do 31º encontro. "Pela primeira vez em 30 anos, temos dois chefes de Estado participando (os presidentes Dilma Rousseff e Joachim Gauck). Além da presença de dois mil empresários", afirmou. Ele ressaltou que o Brasil vem buscando competitividade, não mais por mão de obra barata, mas pela inovação. "O Brasil tem procurado incorporar práticas de inovações às empresa", garantiu.
Já a secretária Anne defendeu a possibilidade de pequenas e médias empresas alemãs, que representam 99% do total, investirem em inovação no Brasil. Ela abordou as "grandes oportunidades" de negócio no País. E pediu a redução das barreiras comerciais pelo mundo.
"Somos duas economias absolutamente complementares", discursou o ministro Pimentel. "O Brasil é um grande produtor agrícola e sempre será. Também somos bons produtores de minério", ressaltou. Apesar disso, o ministro disse que o País quer ser uma "economia industrial de ponta" como já é a Alemanha. "A Alemanha sempre vai demandar dos produtores agrícolas e minerais do Brasil", declarou. (N.B.)

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