Rio de Janeiro - A fiscalização exercida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), possibilita ao mercado brasileiro apresentar, de modo geral, índices de qualidade compatíveis com os europeus.
Pesquisa realizada pelo órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, revela que dos quase 13 milhões de instrumentos de medição fiscalizados no ano passado, 4,78% tinham erros acima do tolerado.
O diretor de Metrologia Legal do Inmetro, Roberto Guimarães, disse que o aumento verificado em relação a 2003, quando o índice de irregularidades era de 2,05%, não quer dizer que a indústria brasileira esteja mal. ''Na verdade, os 4,78% significam a quantidade de instrumentos de medição encontrados com alguma irregularidade'', explicou.
Na Europa, por exemplo, considera-se que o mercado está sob controle quando os erros encontrados no universo fiscalizado se situam abaixo de 5%. Segundo ele, isso se aplica também no Brasil, onde a média de erro é de 2%.
Nos produtos pré-medidos, que chegam embalados no comércio, em especial os que integram a cesta básica, entre os quais feijão, arroz, açúcar e óleo comestível, o Inmetro constatou redução de irregularidades de 2,45% em 2003 para 2,16% em 2004. Para Guimarães, isso é importante para mostrar que existe controle também sobre os produtos pré-medidos.
Roberto Guimarães revelou que estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná, onde o serviço de fiscalização é feito há mais tempo, os erros encontrados ficam abaixo da média nacional. Em São Paulo, por exemplo, o índice deve estar menor que 1%, estimou.

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