Início de ano escolar aquece locação
Paulo WolfgangEXPANSÃOCarlos Antonio Vaz, da Construblok: planos de erguer mais 50 unidades próximas à Universidade de Londrina para aproveitar a demanda que tem superado a ofertaO bom desempenho da Universidade Estadual de Londrina (UEL) no Provão, classificando-se em quarto lugar no ano passado, e os novos cursos oferecidos pela Unopar e Cesulon contribuíram para o aquecimento do mercado de locação em Londrina, segundo o corretor de imóveis Sérgio Senise, da Imobiliária Romeu Curi.
A procura por apartamentos de um e dois quartos é maior do que a oferta, no município. ‘‘Quem tiver dez unidades deste tipo loca tudo em uma semana. Imóveis pequenos são bons investimentos por render 1% por mês na locação. Em Londrina, é fácil alugar um apartamento que vale R$ 30 mil por R$ 300’’, explicou Senise.
‘‘Nesta época do ano, recebemos diariamente um grande número de pais de alunos procurando moradias baratas. É uma verdadeira procissão na imobiliária’’, disse ele. A rotatividade dos estudantes também impede a defasagem nos preços dos aluguéis em relação ao mercado. Senise afirmou também que, a construção de condomínios próximos à UEL como o Parque Universitário, da Dinardi Engenharia, contribuiu para a valorização da zona sul. ‘‘Um terreno de 250 metros quadrados no Jardim Universitário custa hoje R$ 17 mil. Há quatro anos, valia R$ 10 mil’’.
A Construblok, responsável pelo Residencial Cidade Universitária, estuda a viabilidade de construir mais 50 unidades no local, que fica ao lado da UEL e conta com 150 apartamentos. O diretor da construtora, Carlos Antonio Vaz, está analisando o comportamento do mercado antes de ampliar o investimento. A maioria dos imóveis, concluídos em fevereiro passado, foi locada por preços que variam de R$ 290 a R$ 350.
‘‘Há três anos, fizemos uma pesquisa de mercado para verificar se haveria clientes para este tipo de empreendimento em Londrina’’, contou Vaz. Foram considerados o número de estudantes da UEL que moram em outras cidades, a necessidade anual de imóveis de um e dois quartos e o tipo ideal de moradia para os alunos. ‘‘Chegamos a visitar alojamentos próximos à universidades em outros municípios’’.
Com apenas dois proprietários, o empreendimento custou R$ 4 milhões e conta com piscina e uma área comercial com 16 salas onde funcionam papelaria, livraria, padaria e lanchonete, entre outros. A previsão para o retorno do investimento é de cinco anos. ‘‘Totalmente locado, o condomínio dará um retorno de R$ 810 mil por ano’’, calculou Vaz.
Para dar segurança, um dos itens que mais preocupava os estudantes segundo a pesquisa, foram instaladas 18 câmaras de vídeo no residencial. ‘‘Também optamos por fazer um condomínio grande, para evitar a sensação de isolamento já que aquela região era deserta’’, contou Vaz. ‘‘A vantagem de se morar num condomínio deste tipo, que praticamente só tem estudante, é que os relacionamentos se formam rápido porque os jovens estão vivendo a mesma experiência’’. (C.L.)

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