Para ressaltar a importância da promoção comercial nas exportações agrícolas, o assessor especial de Política Agrícola do Ministério da Agricultura Carlos Nayro Coelho, lembra que, nos Estados Unidos há uma estreita cooperação entre o departamento de agricultura (USDA) e a iniciativa privada para promover o consumo de soja em várias partes do mundo.
‘‘A nova lei agrícola americana (Fair Act) manteve e reforçou o Agricultural Export Promotion Strategy, com recursos anuais de US$ 90 milhões no período de 1996 a 2002 para a promoção das exportações de pequenas empresas e cooperativas’’, afirmou.
Também foram autorizados novos programas de promoção para milho de pipoca (popcorn), canola, gergelim e kiwi. Nayro acrescenta que são bem conhecidas as campanhas de promoção comercial da Argentina, Colômbia e México, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, nos setores de carne bovina, café e bebidas alcoólicas. E na fruticultura, destaca, o Chile, a Espanha e os países do norte da África promovem intensamente, em vários países da Europa, a qualidade de seus produtos usando todos os meios publicitários disponíveis.
‘‘No Brasil, as iniciativas de promoção comercial são muito tímidas ou inexistentes na maioria das áreas, apesar da posição cada vez mais estratégica do comércio agrícola na balança comercial’’, concluiu.
Segundo o técnico do governo, o País tem que adotar um marketing mais agressivo para os produtos de exportação como café, suco de laranja, entre outros. No caso do café, único que tentou algo, os resultados começaram a aparecer, só que a campanha não teve sustentação. O ideal seria campanhas permanente explorando principalmente o fator qualidade.

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