A Sociedade Rural do Paraná encerra amanhã um dos maiores eventos agroindustriais do Brasil. A meta é comercializar R$ 174 milhões, contra R$ 167 milhões do ano anterior. Quem anda pelo Parque Ney Braga, onde ocorre a feira, fica impressionado como é possível um evento deste porte funcionar com tanta tranquilidade, sem atropelos aparentes.
Nas últimas semanas, Londrina vem recebendo várias boas notícias. Houve o lançamento de um novo shopping na Zona Norte da cidade, que irá mudar o perfil daquela região. Também está sendo iniciada a construção de um outro shopping na área Central e ainda há a ampliação do Catuaí Shopping, que praticamente irá dobrar de tamanho.
Nesta semana, a iniciativa privada deu outra mostra de que o momento da cidade é muito favorável. Na quinta-feira foi anunciado um investimento de R$ 25 milhões através de uma parceria entre as empresas Dedic Contact Center - do grupo Portugal Telecom - e Grupo Massa, que irá gerar 2 mil empregos. Isto sem contar com a 6 Feira Internacional da Qualidade em Máquinas, Matérias Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira (Fiq 2008) encerrada, ontem, no Expoara Centro de Eventos, em Arapongas, cuja estimativa era movimentar R$ 300 milhões.
''Vendo tudo isso, percebemos que há uma imensa vontade da iniciativa privada em produzir, criar, empreender. Porém, não percebemos o mesmo esforço do poder público em melhorar a infra-estrutura, em dar condições para que a atividade empresarial cresça tudo o que ela tem potencial para crescer e gerar empregos e impostos'', afirma o presidente do Sescap-Ldr, José Joaquim Martins Ribeiro.
Ele comenta que na última semana vieram a Londrina presidentes de sindicatos de empresas de contabilidade e da Federação Nacional dos Contabilistas para um evento na cidade. Depois das reuniões todos foram visitar a Exposição Agroindustrial. ''Tinha pessoas do Amazonas, de Pernambuco, de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, e todos ficaram impressionados com o tamanho da feira. Por outro lado, tivemos que evitar algumas vias da cidade por causa dos buracos. Foi uma situação de contraste. Esta é uma prova de que o poder público não consegue caminhar no mesmo passo que a economia e a iniciativa privada'', diz Ribeiro.
Segundo o presidente da Sociedade Rural do Paraná, o empresário Alexandre Kireff, a Feira Agroindustrial é planejada em detalhes e é definido um grupo de trabalho exclusivo para a execução das tarefas. ''A administração do evento é dissociada da administração da entidade Sociedade Rural. A diretoria da Sociedade Rural escolhe o coordenador da Exposição por competência e o nome dele precisa ser aclamado pelos demais diretores'', diz Kireff. Hoje quem está à frente da organização é o empresário Gustavo de Andrade Lopes.
''Imagine se Londrina tivesse aproveitado todas as oportunidades de negócios que apareceram nos últimos 20 anos, a cidade seria outra. Mas, a administração pública, e não é só em Londrina, diga-se, padece com uma burocracia enorme e perde muito de sua função ao não colocar pessoas certas em posições chaves por atender interesses partidários. Não se pensa na sociedade como um todo, apenas no próprio umbigo. Só que, desta forma, ninguém ganha com isto'', afirma Ribeiro.

Fonte: Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e
Contabilidade de Londrina - Sescap-Ldr

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