Com o intuito de promover o desenvolvimento do agronegócio na região do Arenito Caiuá, no Noroeste do Estado, o Banco do Brasil e o Governo do Paraná assinaram protocolo de intenções que prevê, dentre outras medidas, a expansão de linhas de crédito. A região abrange 107 municípios e a estimativa é de beneficiar cerca de 14.900 agricultores. O Projeto de Desenvolvimento da Região do Arenito Caiuá foi lançado ontem, em Paranavaí.
De acordo com o superintendente estadual do Banco do Brasil no Paraná, Paulo Roberto Meinerz, a idéia é promover o desenvolvimento das cadeias produtivas do agronegócio. Para isso, serão disponibilizados R$ 500 milhões por safra para financiamentos. ''Inicialmente, as prioridades são a bovinocultura leiteira, bovinocultura de corte e a mandiocultura'', revela. Segundo ele, em um segundo momento, ainda sem data prevista, a intenção é ampliar os investimentos em outras atividades, como fruticultura, sericicultura, silvicultura, cafeicultura e avicultura de corte.
Conforme o Governo do Estado, os valores dos financiamentos devem variar de R$ 150 mil a R$ 2 milhões. A meta é atender produtores de todos os portes, cooperativas com receita bruta anual igual ou inferior a R$ 10,5 milhões e fundações sem fins lucrativos. A região beneficiada, que corresponde a 3,2 milhões de hectares, possui solo arenoso e os baixos níveis de nutrientes comprometem a agricultura. Segundo dados do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) de 2006, o solo da região é ocupado majoritariamente por pastagens (72%).
''A princípio, serão feitas reuniões nos municípios com participação dos órgãos técnicos locais para identificar os gargalos e demandas que precisam de investimentos'', explica Meinerz. Em seguida, os institutos levarão tecnologia ao campo por meio da orientação técnica aos produtores. Serão, então, definidos grupos de produtores e estabelecidas parcerias com empresas para formação de um elo de comercialização da produção. Meinerz revela que a disponibilização dos recursos deve ser mantida por cinco anos, resultando em uma previsão de investimentos de R$ 2,5 milhões.
Durante o evento, o governador Beto Richa revelou que o Governo vai resgatar a dívida com o Noroeste do Paraná e investir na agropecuária do Estado. O secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, lembrou que o Paraná irá agregar ao setor produtivo estadual uma de suas últimas áreas que não estão sendo devidamente exploradas com tecnologia e qualidade. ''O governo será um parceiro dos produtores com apoio técnico e tecnológico'', afirmou.
O projeto conta também com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), universidades, instituições de pesquisa e entidades representativas do setor, como a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), o Iapar, dentre outros.(Com Agência Estadual de Notícias)

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