Carmem Murara
De Curitiba
O futebol pesou no bolso do trabalhador curitibano e foi um dos principais responsáveis pelo índice de inflação do mês de setembro, que foi de 0,31%. O ingresso para assistir às partidos do Atlético Paranaense e do Paraná Clube ficou em média 37,8% mais caro. O Índice de Preço ao Consumidor (IPC), calculado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) foi divulgado ontem, em Curitiba. A variação acumulada desde o início do ano é de 6,19%.
O custo de vida no mês passado interrompeu uma fase de queda nos números que havia sido registrada no mês anterior. O setor de saúde e cuidados pessoais foi o principal responsável pelo resultado. Os produtos ligados a este setor tiveram um aumento pequeno, mas generalizado, o que contribuiu para a alta. Quem precisou de medicamentos percebeu que os preços aumentaram em média 2,5%.
Alguns itens isolados do segmento de alimentos também contribuíram para a alta. A batata inglesa ficou 26,7% mais cara e o açúcar refinado teve um encarecimento de 15,5%. No levantamento feito pelos pesquisadores do Ipardes, aparecem ainda a tarifa de ônibus urbano com um aumento de 2,7%.
A inflação foi sentida também pelas pessoas que compraram carro de passeio ou utilitários usados. Eles ficaram 0,99% mais caros e contribuíram para encarecer a vida dos curitibanos.
Outro produto que chamou atenção em setembro foi a gasolina, que ao contrário dos meses anteriores, teve queda de 0,4%, apesar de ter começado o mês com um aumento de 4,4%. A projeção para outubro é um aumento de 2% na gasolina. Já o álcool deve ter queda de 3% neste mês, acumulando com a queda de 4,7% no mês passado.
Com o fim do acordo automotivo, que representará um aumento entre 12% e 14% nos automóveis zero quilômetro, o impacto poderá ser de 0,44 ponto ponto percentual neste mês. ‘‘A variação pode mudar conforme a necessidade das concessionárias e montadoras. Elas podem fazer promoções para desovar os estoques’’, afirmou o economista do Ipardes, Gino Schlesinger.

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