Infraestrutura carece de investimentos
O ranking de competitividade da Confederação Nacional da Indústria (CNI) coloca o Brasil com a 14ª pior infraestrutura e logística entre 15 países. Vale a pena ressaltar que boa parte dos indicadores que compõem a análise foram baseados na percepção de usuários, com poucas comparações entre estruturas de transporte e armazenagem. Mesmo assim, os gargalos e custos nos embarques de exportações são uma das principais reclamações no País.
A nota dada ao Brasil foi a pior, com 2,1, atrás da Argentina, com 2,7. A Espanha, que lidera o ranking, ficou com 8,4. Na qualidade das rodovias, o País é o terceiro pior, com 2,8, à frente de Rússia e Colômbia (ambas com 2,7). Na infraestrutura ferroviária, a nota é 1,7, à frente de Argentina (1,7) e Colômbia (1,5). Na indústria portuária, a nota do Brasil não apenas é a pior, com 2,7, como está muito atrás do segundo pior, a Argentina, que tem 3,7. Por fim, no transporte aéreo a nota também é a mais baixa, com 3,4. Somente em infraestrutura de energia e telecomunicações é que o País aparece em sétimo, com 3,2.
O economista Luciano DAgostini cita que o volume de exportações aumentou rapidamente no País, sem que o governo brasileiro parecesse atento ao problema. "Teríamos de elevar os investimentos, mas o entrave são os contratos com juros altos. Precisamos de reformas política, tributária e educacional para destravar o que falta."
Para o economista Ronaldo Antunes, são necessárias Parcerias Público-Privadas (PPPs) para melhorar principalmente os portos e rodovias, mais usados no escoamento no agronegócio, maior fonte de produtos para exportação brasileira. "É preciso incentivar concessões, com pedágios, algo que deveria ser mais usado também para aeroportos. E, nas ferrovias, temos de começar do zero", conta. Ele pede aumento dos investimentos em relação ao Produto Interno Bruto. "Mas não só do Estado. Tem de criar um marco jurídico forte para PPPs, o que parece que pode ocorrer com a essa equipe econômica atual", diz. (F.G.)





