Infraero admite que aeroporto de Londrina está no limite
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sexta-feira, 29 de julho de 2011
Victor Lopes <br>Reportagem Local 
O superintendente da Infraero, Marcus Vinícius Pio, definiu como ''proveitosa'' a visita de três dias dos técnicos da entidade em Londrina para avaliar quais as próximas ações que serão tomadas em relação a grande reforma do Aeroporto Governador José Richa, que segue até 2015 em diversas frentes. Arquitetos, especialistas na área de navegação, engenheiros e técnicos levantaram dados, tiraram dúvidas e fizeram sugestões 'in loco' sobre as principais mudanças que devem ser realizadas no terminal da cidade. Foi esboçado um relatório com as ideias do grupo. Em seguida, será gerado um termo específico para a diretoria da Infraero, com as decisões finais que serão executadas nos próximos anos.
De acordo com Pio, que acompanhou toda a visita, os profissionais comentaram que a capacidade do aeroporto está no limite e que precisa realmente ser aumentada. Ele citou que haverá reformas na sala de embarque, saguão de desembarque, ajustes nos balcões de check-in e até nas esteiras de triagem e restituição das bagagens para atender melhor os passageiros. ''Discutimos tudo, inclusive questões bem específicas, como mudança de paredes, etc. A visita dos especialistas foi muito importante, para direcionar exatamente o que precisamos no nosso terminal'', avaliou o superintendente.
Mesmo após a avaliação dos especialistas, ainda não é possível saber qual será a capacidade de passageiros que o aeroporto londrinense irá suportar quando as obras forem finalizadas, em quatro anos e meio. Em média, 70 mil pessoas passam pelo local mensalmente. Entretanto, com os preços atrativos de algumas companhias (há passagens para São Paulo sendo ofertadas por R$ 29,90) aliado ao período de férias, o mês de julho deve fechar com o fluxo de quase 100 mil passageiros. ''Ainda não é possível falar quantas pessoas o terminal poderá atender'', relatou Pio.
De maneira geral, o superintendente salientou que todas as ações estão ''muito bem amarradas'' entre as instituições envolvidas na reforma, inclusive no que diz respeito a ampliação da pista em 600 metros, implantação do radar (prevista para 2013) e a instalação do ILS (Instrument Landing System), na última fase da reforma. ''Temos que ajustar alguns prazos com a Prefeitura, mas nos últimos dois anos os trabalhos estão evoluindo muito bem. Há muito o que fazer até 2015'', concluiu.


