Brasília- A Infraero, estatal que administra os aeroportos brasileiros, determinou ontem à Varig que retome ‘‘imediatamente’’ os pagamentos diários das tarifas aeroportuárias para poder voar. O presidente da estatal, brigadeiro José Carlos Pereira, se mostrou flexível, entretanto, ao afirmar que essa cobrança pode não ser o
‘‘colapso’’ da companhia aérea porque a Infraero aceita negociar o valor devido diariamente, desde que a Varig ajuste sua malha de vôos. Atualmente, a Varig tem que pagar por dia R$ 900 mil em tarifas de pouso, decolagem e permanência nos aeroportos.
  Um dia depois de dizer que a situação devedora da Varig com a Infraero está ‘‘à beira do precipício’’, o brigadeiro disse que pode ter exagerado ao usar a expressão, mas não recuou da avaliação: ‘‘Toda a empresa tem o seu precipício, cada um de nós tem o seu precipício e o segredo da vida é ficar longe desse precipício’’, disse, depois de participar de reunião na Câmara dos Deputados para debater a crise da empresa
  O presidente da Varig, Marcelo Bottini, que participou da audiência, classificou de ‘‘normal’’ e
‘‘legal’’ a posição da Infraero de notificar por escrito a empresa sobre a cobrança diária, mas antecipou que neste momento a companhia não tem condições de arcar com este custo. ‘‘Vamos negociar a melhor maneira de pagar, que seja confortável aos administradores públicos e também à Varig’’, disse Bottini.

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