O governo federal pretende investir R$ 1,3 bilhão em 2001 na extensão dos serviços de telecomunicações em localidades com menos de cem mil habitantes, de acordo com a proposta do Orçamento. O salto dos investimentos nas comunicações – que, neste ano, deverão ficar em R$ 214,5 milhões – será possível graças ao Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).
As outras áreas que receberam recursos expressivos para aplicar em investimentos foram transportes, saneamento, saúde e educação. O total dessas despesas previsto para 2001 é de R$ 12,129 bilhões, mesmo patamar autorizado neste ano – e dos quais somente 10% haviam sido liberados até o fim de agosto.
Os investimentos são para aumentar a capacidade do setor produtivo – como a ampliação da infra-estrutura física – e melhorar as condições dos serviços essenciais prestados pelo setor público à população, com hospitais e escolas.
O setor de infra-estrutura foi o mais contemplado pelos investimentos na proposta do Executivo. Transportes, comunicações e energia, juntos, terão para investir R$ 5,221 bilhões, contra R$ 3,089 bilhões autorizados neste ano. A ampliação e manutenção das rodovias federais e a melhoria do transporte de trens urbanos terão para gastar R$ 3,295 bilhões em 2001, contra R$ 2,492 bilhões deste ano.
O Ministério da Saúde terá R$ 1,958 bilhão para aplicar em 2001 – excluídas despesas de custeio, do Sistema Único de Saúde (SUS). As ações de saneamento básico terão R$ 1,289 bilhões. Os investimentos nas Forças Armadas ficarão em R$ 1,444 bilhão. Para as escolas e universidades públicas em todo o País, o governo reservou R$ 820,8 milhões. As áreas de gestão ambiental, ciência e tecnologia, agricultura e organização agrária também receberam verbas de investimentos na proposta – entre R$ 710 milhões e R$ 477,5 milhões.

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