Infra-estrutura já recebeu US$ 156 bi
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quinta-feira, 11 de setembro de 1997
Agência Estado São Paulo 
Milton Michida/AE
(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)Encontro de cúpulaO ministro do Planejamento, Antonio Kandir, entre Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, e Fred Steingraber, da A.T.Kearney Inc., dos EUAO ministro do Planejamento, Antonio Kandir, anunciou ontem em São Paulo que os investimentos a cargo da iniciativa privada na área de infra-estrutura em andamento desde 1995 e previstos para serem executados nos próximos quatro anos já alcançam a soma de US$ 156 bilhões. O número, segundo ele, foi apurado em um levantamento feito pela Associação Brasileira das Indústrias de Base (Abdib), e não inclui os projetos nas áreas de telecomunicações e saneamento. A maior parte (US$ 85 bilhões) refere-se a projetos na área de energia elétrica; US$ 32 bilhões vão para petróleo, gás e petroquímica e US$ 38 bilhões para o setor de transporte.
Estes investimentos não resolvem o problema do desemprego, mas ajudam muito a economia do País, afirmou o ministro em entrevista concedida durante a 3ª de Cúpula do Mercosul, promovida pelo Fórum Econômico Mundial. O investimento em infra-estrutura é absolutamente decisivo do ponto de vista estratégico para o processo de integração regional e para garantir o crescimento das exportações a um ritmo de 9% ao ano, conforme desejamos.
O ministro citou outra estatística sobre investimentos para reforçar a idéia de que o Brasil é uma região que merece atenção dos investidores estrangeiros. Segundo ele, os financiamentos do BNDES para projetos de infra-estrutura chegam a US$ 18,917 bilhões. A maior parte dos recursos (US$ 6,63 bilhões) vai para projetos na área de energia.
Outras áreas contempladas são as rodovias, ferrovias, portos, hidrovias, transporte urbano, telecomunicações e saneamento. Boa parte destes projetos só se tornaram possíveis graças ao processo de privatização, que abriu espaço para investimentos privatos em áreas vitais para a economia brasileira, comentou o ministro.


