São Paulo - Dos projetos apresentados ao BB, a indústria automotiva representa apenas R$ 14 milhões. ''Na cadeia automobilística, apenas alguns segmentos, como de fundição, está perto do limite da capacidade instalada'', avalia o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Antônio Corrêa de Lacerda. ''Como viemos de um período muito deprimido, ainda não podemos dizer que teremos um problema de oferta de produto, no curto prazo, mas, no futuro, isso pode ocorrer'', completa.
O grande gargalo, destaca, é a área de infra-estrutura. Pelo porte dos investimentos, o setor teria um peso considerável elevando rapidamente a taxa de investimento. No entanto, a polêmica em torno de projetos importantes como o que cria as Parcerias Público Privadas (PPP's), é um fator a mais para sustentar a expectativa de que será difícil a taxa de investimento alcançar, este ano, os 22% do PIB previstos no ano passado pelo governo. ''Estamos perdendo muito tempo. A economia está crescendo e, no curto prazo, não temos problemas, mas precisamos olhar para 2005, 2006'', diz um técnico do governo.
Justamente por ser considerada uma área prioritária para o governo é que o BB tem concentrado esforço nos projetos de infra-estrutura. Além de registrar projetos que somam R$ 3,088 bilhões e poderão contar com R$ 374 milhões da instituição, Lima Neto destaca cinco áreas em que o BB tem outros projetos em andamento: geração e transmissão de energia (R$ 316 milhões), infra-estrutura aeroportuária (R$ 200 milhões), portos (R$ 31,5 milhões), armazenagem (R$ 143,5 milhões) e estradas (R$ 114 milhões). (AE)

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