O crescimento da Zona Norte não está focado apenas nos empreendimentos comerciais. As construções residenciais também crescem a olhos vistos. Somente no final do ano passado, a Caixa Econômica Federal entregou mais de 240 apartamentos na região, que também conta com cerca de 70% dos financiamentos feitos para o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), o qual atende a população de baixa renda.
Empresário do ramo imobiliário na região central, Pedro Moretto, abriu uma filial na Zona Norte por conta da grande demanda gerada em função do crescimento. Há dois anos, a empresa investiu em um loteamento de 480 terrenos de 250 metros quadrados cada um que, segundo ele, é o tamanho ideal para a construção de uma residência de 40 a 70 metros quadrados. Desses lotes, 80% foram comercializados, alguns com financiamentos voltados para pessoas de baixa renda e sem burocracia.
''A farta mão-de-obra, a expansão do consumo e a consolidação através da estrutura é que possibilitam o crescimento. Ainda acredito que a região continuará crescendo por dispor de grandes áreas de boa tipografia e que estão disponíveis a preços relativamente baixos'', analisa Moretto.
Já a Prefeitura investiu R$ 19,5 milhões, com recursos do governo federal, na construção de quatro residenciais, entre eles Anselmo Veodato com 256 unidades; Abel Santos Chimentão, com 244 apartamentos; e Carmel Bezina I e II, com 132 apartamentos. Foram destinados também R$ 5,8 milhões para a construção de moradias e outros equipamentos públicos no Jardim dos Campos, Primavera e Aquiles Stenghel. No Parque Industrial foram gastos R$ 1 milhão em adequações na infra-estrutura do local, instalação da rede de esgoto e galerias pluviais.
O poder público ainda investiu R$ 2 milhões na construção do Lago Norte e no alagamento da área de 36 mil metros quadrados, a partir da Avenida Curitiba até a Rua Pedro Bertoluci. A execução da segunda etapa das obras do Lago Cabrinha utilizou R$ 80 mil, enquanto a transposição do Ribeirão Lindóia - para a ligação entre os jardins Maria Celina e Barcelona - custou R$ 300 mil.
Na duplicação da Rodovia Carlos João Strass foram investidos R$ 11 milhões do governo do Estado, com contrapartida do município na desapropriação de terrenos próximos ao local. A parceria entre governos estadual e municipal também redeu investimentos em duplicação e ampliação, pavimentação, criação de galerias pluviais e rotatórias em avenidas na Zona Norte, com gastos que chegam a R$ 1,3 milhão.(M.L.M)

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