Informática pode aumentar lucro na produção de frango
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sexta-feira, 08 de agosto de 1997
Egidio Brizola 
Paulo WolfgangBoas vantagensAndrei Baroni, da CTB, junto a um sistema aerado de estocagem e distribuição de raçõesA tecnologia atual para utilização em granjas de criação de frangos, suínos e bovinos foi um dos fatores que despertaram o interesse dos visitantes da Expogranja, em Londrina. A feira, cuja parte técnica foi encerrada ontem, concentrou no Pavilhão Internacional do Parque Ney Braga as últimas novidades pesquisadas para o segmento, através de marcas mundiais que lideram a fabricação de sistemas de produção de carnes animais em alta escala.
A automatização apresentada pelo modelo CTB, por exemplo, proporciona avanços importantes no rendimento do negócio de aves, segundo o zootecnista Andrei Baroni, da Chore-Time Brock. Segundo ele, dos quatro tipos básicos de granja em atividade no Brasil, os rudimentares podem deixar de ser interessantes logo no Brasil, por causa do avanço da tecnologia importada.
Os técnicos da Europa e dos Estados Unidos sempre estão apresentando novidades que chegam imediatamente ao Brasil, observa, praticamente indicando a necessidade de que o granjeiro deve se atualizar e investir. Numa classificação rascunhada, Baroni aponta os quatro tipos: granja tradicional; granja com comedouros e bebedouros automáticos; granja com o sistema de túnel e comedouros e bebedouros automáticos; e granja com este sistema, porém informatizado.
Segundo o zootecnista, o terceiro tipo é o mais praticado antes do estágio da informatização, pois dispõe de automatização de cortinas, ventilação e aquecimento através de um painel PNT (Power Natural Tunel). O painel administra uma caixa de sensores térmicos controladores de todo o sistema elétrico da granja. A programação de temperatura é feita pelos técnicos, e todas as decisões são tomadas automaticamente pelo PNT.
O sistema de túnel, conforme Baroni, apresenta outra vantagem importante, que é a utilização de um painel evaporativo - placas de celulose acionadas por bombas dágua que mantêm a umidificação e o resfriamento ambiente uniformizados. Isso dispensa os ventiladores, que levantam poeira, e os nebulizadores, que molham as aves, em vez de refrescá-las, explica o zootecnista Andrei Baroni.
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