Rio de Janeiro - O setor de informática foi o que teve a maior participação em número de empresas (80,9%) e de pessoal ocupado (59,1%) e a segunda maior participação na receita (21,9%) dos serviços de informação do Brasil em 2002. A primeira foi telecomunicações, com 65,1%, como revela a Pesquisa Anual de Serviços 2002 divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A telefonia fixa gerou em 2002 R$ 21,9 bilhões, a maior receita do setor de serviços de informação. No mesmo ano, no entanto, a telefonia celular, com um faturamento de R$ 8,7 bilhões, perdeu a posição de segunda maior receita obtida em 2001 para o segmento de serviços complementares de telefonia fixa, que são as assinaturas e mudança de titularidade, cujo faturamento foi de R$ 9,9 bilhões.
Entre as atividades de informática o destaque foi o produto desenvolvimento de softwares sob encomenda, que faturou R$ 2,3 bilhões, representando 2,6% da receita do setor de Serviços de Informação e 13,4% das empresas de informática pesquisadas.
A venda de espaço para publicidade de merchandising na televisão aberta faturou R$ 5 bilhões em 2002 e ficou em 4º lugar no ranking dos 20 maiores produtos do setor. O produto representou 5,8% da receita do segmento e 47,1% da receita de serviços audiovisuais.
O produto serviços de programação básica de televisão por assinatura também cresceu e gerou em 2002 receita de R$ 2,1 bilhões. Juntos, os dois produtos geraram 8,2% da receita dos Serviços de Informação e 66,8% da gerada pelas empresas audiovisuais.

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